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La marée haute
quinta-feira, janeiro 31, 2008
 

A certeza do divino

Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.


Clarice Lispector

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  sem marcas...

o supremo requinte a ausência
as marcas
visíveis
 
  pertencer

se ninguém me conhecer completamente, pertenço-me mais a mim.

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  A Naifa - Monotone

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quarta-feira, janeiro 30, 2008
 

Dobrou-se sobre ela puxou-lhe fogo
Escancarou-lhe os olhos puxou-lhe fogo
Cerziu-se-lhe no peito puxou-lhe fogo
Tirou-lhe pó de cima puxou-lhe fogo
Sentiu-se tão pesado puxou-lhe fogo
Cobriu-a de ar; destapou-lhe a carne; mordeu.

Era fim de tarde depressa era comprido
Verteu palavras tenras até já não ter voz
Chorou, soletrou-lhe o corpo membro a membro
E foi no soalho a solidão de a desventrar
Tremeu tremeu puxou-lhe fogo

E ela ardeu



Manuel Cintra

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  O sentido da visão

Atravessei há pouco a Crel e no lugar de casas vi velas acesas pela encosta.


1) Preciso de óculos
2) Preciso de terapia
3) Aceitam-se sugestões


(escolha 1, 2 ou 3)

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  O todo e os fragmentos

Desafia(me) a Fábula,

já agora deixo-te a questão: se ninguém nos pode conhecer pelos nossos "fragmentos", será que alguém nos pode conhecer completamente pelo acesso ao "todo", sem conhecimento desses fragmentos? ;)

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terça-feira, janeiro 29, 2008
  @mail

O mail habitual deste blog passa a ser, de novo, mareehaute@sapo.pt, tal como já (re)actualizado ao lado.
 
 



Albert Finney

Albert Finney, muitos anos, rugas e kilos depois da fotografia acima, interpreta Winston Churchill, em O homem que mudou o mundo, baseado na vida de Churchill). Uma interpretação de um senhor actor. O filme? Uma pequena lição de História. A idade? Uma coisa que as rugas trazem...

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De tentar ver todos os lados eu fico tonta
e com o coração a milhas não devia falar.
Devia só no tempo de sombra e madrugar
sair de casa, cortar a eito os dias cinzentos.


Helga Moreira

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segunda-feira, janeiro 28, 2008
 



Maitena

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A borboleta que poisou
no teu mamilo perdeu
vontade de voar


Jorge de Sousa Braga

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domingo, janeiro 27, 2008
  Fiona Apple- Shadow Boxer

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Gosto de ti como se gosta do sol, e era bom
ficar ao sol todo o dia, mas queima.
Muitos outros se deitam ao sol, toda a espécie de corpos,
não tens tamanho para tanta gente.
Um dia vai-se abrir a porta doirada,
vamos caber, um a um.
Vais-me escolher especialmente, como todos os outros.
Podes ter mãos. Podias até, alguma vez, ter lábios,
dizer alguma coisa em língua, numa língua qualquer.
Naturalmente, a imaginação poética é só devaneio,
tilintar de talheres sem nada para comer,
um ar tão leve, para que serve respirar?
Para esquecer, escrevo um longo romance verdadeiro
e pícaro; tudo nele é real!, as pessoas dormem
e acordam e dormem, e fodem nos intervalos;
devoram-se animais; mas o melhor são os diálogos.
Entre existires e não existires antes não existires,
é mais inteiro, deixa menos dúvidas dentro do crânio,
ao lado dos ossos normais. Entre mulher e homem
o melhor é não teres mesmo por onde escolher,
vestir saia-casaco ou fato completo,
usar até, em dias de festa, as tuas peles virtuais.


António Franco Alexandre

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Mesmo que eu colocasse aqui, hipoteticamente, a imagem dos olhos e da boca que me couberam pertencer, a fragmentação iludiria a verdade, e sendo a verdade ela própria uma ilusão (as fotos teriam sido tiradas com um objectivo), quem poderia ver nelas alguma coisa de mim?
O mesmo se aplica à escrita. Não sei se sou eu que escrevo, se a personagem que interpreto e que é ela também real. Quem pensar que me conhece por aquilo que escrevo aqui, desengane-se porque, tal como nas fotografias que se tiram, isto é apenas uma fragmentação do real, com verdades e mentiras inventadas e inconscientes exercícios catárticos.

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sábado, janeiro 26, 2008
 

fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor. eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer. o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos. o amor é ter medo e querer morrer.
José Luis Peixoto
aqui

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  relax

não foi uma ideia magnífica. ontem à noite estava cansada mas com a adrenalina da semana. vai daí ponho um cd de meditação no carro e sigo os passos de ralaxamento enquanto conduzo rumo a jantar com amigos. 10 minutos depois o que me apetece é encostar o carro, pôr um dístico a dizer favor não buzinar criatura em descanso, e fazer uma sesta. mas não podia ser ou atrasava-me. saí num posto de combustíveis e fui tomar um café.

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  post doméstico que vai contra os meus princípios de reserva da vida privada. protesto!

ontem finalmente inscrevi-me. há anos que não vou ao ginásio (o que se prende com questões de ordem logística; é uma questão de acesso, não posso levar o carro, tenho que atravessar a rua a pé; é que fica mesmo em frente da minha casa). na verdade, minto. uma vez em cada 3 meses e meio (para aí...) compro uma aula e lá vou eu em penitência. naturalmente isto acarretou consequências que não se pode dizer que fossem excelentes para as minhas, digamos...formas. a minha família, apologista do exercício físico, exultou. uns fazem longas caminhadas, outros natação, ténis, atletismo, enfim, um exagero. o meu pai, que faz hoje natação duas vezes por semana, fez atletismo durante muitos anos, acompanhando-o eu em adolescente para apoio logístico em alturas de meias-maratonas (tipo levar a máquina fotográfica). até a minha sobrinha tem ginástica no colégio. e eu sou a ovelha negra.
(dêem-me 3 meses e eu era, era!).

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quinta-feira, janeiro 24, 2008
  ...

mas há alguém que marque reuniões para as 09.05h?

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  Tiago Bettencourt & Mantha - O jogo

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segunda-feira, janeiro 21, 2008
  Diz-me amor em duas linhas

Desafio-vos a escrever/definir/ousar amor em duas linhas. Depois farei uma colectânea. Caprichem, sejam românticos, deixem-se levar.

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  Ornatos Violeta - Capitão Romance

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Goldfish (detail)
Gustav Klimt
 
domingo, janeiro 20, 2008
  Alguém ousa responder ao desafio?

"Em tod'o caso
esta discussão parece-me incipiente pois assenta em bases pouco axiomatizadas.
Por favor
defina 'amizade';
defina 'amor';
defina 'relacionamento' (esta palavra não parece ser portuguesa);
defina 'amigo';
defina 'amigo-apenas-amigo'.
"

Pirata-vermelho

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sábado, janeiro 19, 2008
 

...
por isso te digo que vou levar-te o mar
na concha das minhas mãos, azulíssimo,
para que nele descubras o meu nome
entre os seixos os búzios os rostos que já tive.


Vasco Gato



Gustav Klimt

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  Momentos - A pensar no Salvador, pelo dia de hoje

De repente o sentido equaciona-se. De repente as proporções redimensionam-se. De repente sinto os olhos húmidos da dor de outros. Porque um dia. Porque sou um pouco humana e sensível. Porque podia ser eu ou qualquer um.
Escrevi há uns meses isto que é quase uma cartilha para a vida, pelo menos para a minha: Penso nas bençãos que tenho, nas que perdi, nos ganhos e perdas do passado e presente e também nos do futuro que a seu tempo virão e nada tenho a declarar a não ser que os momentos de perda foram de uma forma parodoxal pontes e condições para o que ganhei, e isso pode ser tão simplesmente a completa consciência da impermanência das coisas.
 
  vague apresenta o estranho caso do rapaz q se queixava q as amigas só o viam como um irmão qdo ele desejava mais q um seio fraternal

Talvez a forma como me expressei no post anterior ao não situar a conversa levasse a que I was misunderstood, quando o que eu (Lhe) peço é Oh Lord don't let me be misunderstood.

Ouvia um dos programas de rádio que mais me fazem rir e pensar e com um dos melhores comunicadores portugueses (Olá Alvim) - a Prova Oral, da Antena 3, das 19 às 20h.

Apanhei-o a meio (ao programa, não ao Alvim [ok, é básica esta]) e do lado de lá do telefone um rapaz queixava-se que as amigas lhe diziam que ele era o rapaz ideal ou algo assim e que o viam como o melhor amigo, o ombro sempre presente e tal. Resultado: isto tudo era muito reconfortante para ele, mas do que ele queria, nada (E o que ele queria era uma rapariga prendada com quem conviver socialmente, assunto sério).

E eu pus-me a pensar, às vezes penso qb e pensei pensei pensei e, resultado: escrevi sem pensar ao que parece pois lendo muito de fora dá a ideia de que penso de que se escolhe um amigo ou um amor! Nada disso. Eu parti da situação concreta do rapaz referido e extrapolei, iniciando o meu texto pelo ponto de partida que já tinha sido dado.

Eu sou clara, serei? mas não sou linear o que me traz a famosa incompreensão alheia que, dizem os sábios, é um bom caminho para a eternidade.
 
sexta-feira, janeiro 18, 2008
  It!

Pergunto-me se a amizade intensa e muito comprensiva des-erotiza um relacionamento. Ontem na Prova Oral, da Antena 3, falou-se em amizades e amores e n'os melhores amigos.
Talvez o meu melhor amigo não possa ser o meu amante (e friso amante porque quero tirar a carga mais pesada e clandestina que a palavra pode ter; amante, palavra bonita, é aquele que ama, que é amado).
Talvez os amores entre amantes precisem de um não excesso de compreensão pois este excesso compromete a tensão sexual. Tem de haver uma certa luta, um certo confronto homem/mulher, macho-fêmea, um certo it!
 
  Celia Cruz - Te busco

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  Teatro

Na selva dos meus órgãos, sobre a qual foi desde sempre a pele o
firmamento, ao coração coube o papel de rei da criação. Ignoro de que
peça é todo este meu corpo a encenação perversa, onde se vê o sangue
rebentar contra os rochedos. Do inferno, aonde às vezes o sol vai buscar
as chamas, sobre ele impediosamente jorram os projectores.


Luís Miguel Nava

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quinta-feira, janeiro 17, 2008
  Lisa Ekdahl - It had to be you

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  Mas

ela também diz:
O Noddy é o meu melhor amigo!

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  M acorda e...

"Hoje a titi fica cá?
Porquê? Queres que a titi fique cá?
Sim.
Porquê, M?
Porque ela é a minha melhor amiga, são todos os meus melhores amigos!"

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  O céu

Assoam-se-me à alma, quem
como eu traz desfraldado o coração sabe o que querem
dizer estas palavras.
A pele serve de céu ao coração.


Luís Miguel Nava

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quarta-feira, janeiro 16, 2008
  e é quando tento agarrar/ o sol que reparo ter/ as mãos convexas*

*walter hugo mãe

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  A Naifa - A música

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  Belle époque

O filme é deliciosíssimo! Comecei a vê-lo de manhã cedo, antes de ir trabalhar e vi mais um pouco à hora do almoço. Não mentirei se disser que foi uma das razões para vir almoçar a casa, num almoço prolongado q.b.
Delicioso!

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terça-feira, janeiro 15, 2008
  Play!

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Uma regra minha (que como todas as outras é quebrada) é não ver de seguida dois filmes do mesmo género. Hoje caiu-me no chá (e nas torradas) a comédia que se segue. Por isso,

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  Que filme hoje?

Hoje prefiro chá e torradas, uma coisa leve para desanuviar do pesado Fausto 5.0. Gostei de o ter visto. Mas é um filme muito estranho. Não o desejo rever...

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  Chavela

Este tipo de música e esta Língua me encantam. Depois de Cuba, com Compay Segundo e Ibrahim Ferrer, passo para o México, na voz maior de Chavela Vargas.

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segunda-feira, janeiro 14, 2008
  Terá sido alguém com quem me cruzei no metro

Ninguém existiu nele: por detrás do seu rosto (que mesmo através das más pinturas da época não se parecia com nenhum outro) e das suas palavras, que eram copiosas, fantásticas e agitadas, não havia mais que um pouco de frio, um sonho não sonhado por alguém.

Jorge Luís Borges

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  Compay Segundo - Orgullecida

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  ,

Olhar o rio feito de tempo e água
E recordar que o tempo é outro rio,
Saber que nos perdemos como o rio
E que os rostos passam como a água.


Jorge Luís Borges

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sábado, janeiro 12, 2008
  Omara Portuondo - Veinte Años

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  Eu não fumo e

é óptimo para mim poder ir a algum espaço nocturno e não vir para casa a tresandar a fumo; É bom poder começar a almoçar sem sentir no paladar o cigarro do fim da refeição vizinha.

Saúdo uma lei que me reconhece o direito a não ser prejudicada na minha saúde e bem-estar pelos cigarros alheios.

Ninguém persegue os fumadores; alguns vitimizam-se, o que acho pateta (então e os não-fumadores durante a era pré-regulação?...) mas muitos outros, e para agradável surpresa minha, aceitam bem esta lei.

Não me chateiem que eu também não chateio ninguém, excepto na fase spm, mas isso não conta, pois não?
 
  Post doméstico-feminino

Acabei de arrancar metade de uma unha à dentada (não, não roo as uunhas nem me auto-mutilo; foi mesmo um bocadinho de pele que estava a pedi-las) pelo que a minha dúvida sobre se iria hoje à manicura ou não
acabou de desaparecer.

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  Ibrahim Ferrer - Quiéreme Mucho

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  Este é o blog certo para procurar informação sobre:

- Como sobreviver aos mais perigosos sitios
e
- Mulheres de olhos verdes traem mais


Agradeço ao Google e ao Site Meter a divulgação dos temas dos meus próximos livros.
 
sexta-feira, janeiro 11, 2008
  A Comissão Europeia promove o cinema europeu



eutube
2007

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  Ar

Tendo sido apanhada pela minha mãe com a boca na botija e tendo o enredo subsequente sido dramático o suficiente para obrigar a minha irmã a pedir asilo no quarto ao lado, devido ao "ar irrespirável" (sic) no nosso quarto comum, (como pudeste fazer isto, vague maria? é isso que andas a fazer na escola?, said mummy), não tive outra alternativa a bem da minha saúde mental senão deixar de fumar. Tinha 14 anos e já tomava atitudes acertadas.



(E agora apetecia-me qualquer coisa mas não sei o quê)
 
 



Smoke City - Underwater Love

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quinta-feira, janeiro 10, 2008
  as coisas como são

também estou farta de cartões, pontos, sorteios, fidelizações, 5% de desconto se. tenho a carteira disforme de tanto cartão que me diz para ir a esta e aquela loja e eu engano-me a mim mesma dizendo que vou porque quero. um dia destes deito todos os cartões fora e parto em busca da origem das coisas. as coisas como elas são.
 
 



Babel

(e o Brad Pitt também)

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  Torre de Babel

A história é encontrada em Génesis 11:1-9: 1 Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras. 2 Emigrando do Oriente, os homens encontraram uma planície na terra de Chinear e nela se fixaram. 3 Disseram uns para os outros: «Vamos fazer tijolos, e cozamo-los ao fogo.» Utilizaram o tijolo em vez da pedra, e o betume serviu-lhes de argamassa. 4 Depois disseram: «Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de tornar-os famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.»5 O SENHOR, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar. 6 E o SENHOR disse: «Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos. 7 Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros.»8E o SENHOR dispersou-os dali por toda a superfície da Terra, e suspenderam a construção da cidade. 9 Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que o SENHOR confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que o SENHOR os dispersou por toda a Terra.

Wikipédia
 
quarta-feira, janeiro 09, 2008
  Oh Brad



Um homem com um bébé ao colo enternece qualquer mulher. Se esse homem for o Brad Pitt, uma mulher digna de ser gaja, disfarça mas derrete.

(A foto traz a fotografia da filha bébé e é com respeito por todos os bébés que a coloco aqui)

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  Ir contra uma maré*

*Lutei toda a minha vida contra a tendência ao devaneio, sempre sem jamais deixar que ele me levasse até às últimas águas. Mas o esforço de nadar contra a doce corrente tira parte de minha força vital. E se, lutando contra o devaneio, ganho no domínio da acção, perco interiormente uma coisa muito suave de se ser e que nada substitui. Mas um dia ainda hei de ir, sem me importar para onde o ir me levará.

Clarice Lispector

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  Pequeno-almoço

Rectificando o jantar, que não foi de idiotas, mas de palermas, tal o título em Português: Jantar de palermas.

Delicioso...

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terça-feira, janeiro 08, 2008
 

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  Ao almoço

Jantar de idiotas

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segunda-feira, janeiro 07, 2008
  nascer

A Clarice Lispector disse mais ou menos isto (perdoe-se-me a indecisão) que acho divinal, como acho de quase tudo o que escreve:

As palavras não se constroem; elas nascem.

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domingo, janeiro 06, 2008
  Caso Pia, cena 879

A novela continua. Eu, que não simpatizo particularmente com o sr. Paulo Pedroso, sim, virá daí a opinião negativa que tenho dele e não da leitura da Acusação do M.P. que o António Caldeira facultou no seu blog.

Paulo Pedroso avançou com um processo contra o Estado por prisão ilegal e erro grosseiro na apreciação dos pressupostos dos quais depende a prisão preventiva . Ora bem, num processo-crime, antes da eventual condenação ou absolvição, exista a presunção de inocência até ao fim. Entretanto o processo contra Paulo Pedroso teve o seu fim, que culminou como todos sabemos e que o meu lado demagógico diz que era previsível.

Paulo Pedroso está a levar este caso até mais um fim, ao avançar com esta queixa, legítima, diga-se. No entanto, este circo não me faz esquecer nem a todos os realmente interessados na Justiça e sem costas quentes, não me faz esquecer a dita Acusação, que é, como sabemos, baseada em toda a investigação que foi feita, nos depoimentos dos queixosos, nos relatórios dos pedopsiquiatras, nas testemunhas. Certo: se foi absolvido, foi absolvido, foi absolvido. E não interessa se foi por convicção da sua culpabilidade se por dúvidas da sua culpabilidade. Não me interpretem mal. Concordo que na dúvida se deve absolver, é um dos princípios do nosso Estado de Direito que não ponho em causa. A minha opinião é eivada de uma forte carga pessoal e de senso comum, mais que da frieza da Justiça.

Chocou-me deveras que no dia da libertação de Paulo Pedroso ele fosse quase recebido em ombros na Assembleia da República, baluarte da nossa democracia.


Confesso que hoje, e tristemente, já não posso dizer que me sinta chocada com as decisões da Justiça.
 
 



Lhasa de Sela - Con Toda palabra

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sábado, janeiro 05, 2008
  Lembram-se?...



Jane Birkin et Serge Gainsbourg

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  vento

a chuva, o vento
as árvores, imponentes, oscilando levemente
compenetradas no seu papel de guardiãs da noite

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  noite

e lá fui, depois de jantar, ao supermercado (com fome não se deve ir fazer compras)
um dia banal, compras, carro, estacionar, chuva
mas o que eu imaginei ver ou vi mesmo
foi

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sexta-feira, janeiro 04, 2008
  ao ouvir uma música de quando eu era piquinina :)

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  (lindo) agora comecei a respirar fundo...




Frankie Goes To Hollywood - The power of love

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  uma coisinha leve

fui almoçar a casa mas passei primeiro no clube de video.

venho buscar um dvd para o almoço. Que me aconselha?

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  neve

cheguei ao ponto de ter ao mesmo tempo, hoje, 3 pc's bloqueados, uma impressora encravada e outra sem combustível e eu ali no meio a olhar e a deixar cair os papéis para o ar. que não caem logo no chão. que antes de cair ao chão esvoaçam e caem inertes, não sendo a inércia de tal modo forte que não dê para se esconderem atrás de um móvel que vou ter de arredar.
entretanto os três pc's autorizaram-me a trabalhar na alma deles. um dos pc's tem o assunto resolvido, afinal a culpa era do rato. uma das impressoras, a encravada, milagrosamente desencravou e a outra permitiu-se trabalhar mais um pouco. terá sido uma nuvem que passou por aqui? ... e agora lembro-me do primeiro poema que a minha mãe me ensinou:

neve não é certamente e chuva não bate assim.

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  lua

ai meu Deus. hoje é o meu dia-não para máquinas, televisões, faxes, fotopiadoras e computadores. confesso. que eu sou um bocado desastrada. cabeça na lua, pés no chão ou a tropeçar numa pedra lunar, queda, calças esfoladas, joelhos com nódoas negras. às vezes deixo cair coisas. parecem adquirir uma certa intimidação na minha presença e desfalecem. tal o meu poder sobre as coisas terrestres. e sobre as coisas da lua.

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quarta-feira, janeiro 02, 2008
  Oscar Peterson

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  A informação disponível

Foi ao café com a mãe e não vendo o Senhor António, pergunta, fazendo rapidamente cruzamento de informação:

Mamã, onde está o Santo António?

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terça-feira, janeiro 01, 2008
  Cássia Eller - Malandragem




(Animação daqui)

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Eu vos agradeço, Deus, principalmente por este dia
incrível: pelos saltitantes espíritos esverdeados das árvores
e um verdadeiro sonho de céu azul; e por tudo
o que é natural o que é infinito o que é sim.

(eu que morri estou vivo de novo hoje,
este é o aniversário dos sóis; esta é a data
de nascimento da vida e do amor e das asas: e do alegre
grande acontecimento que é sem dúvida a terra)

como o paladar o toque da audição e visão
o respirar do - elevado do nada
de todo o nada - meramente ser humano
pode duvidar do inimaginável Vós?

(agora os ouvidos de meus ouvidos acordam e
agora os olhos de meus olhos se abrem)


e.e. cummings

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  Pavarotti e Bono - Ave Maria - Schubert

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  As doze badaladas

O ano novo não me apanhou parada à espera, com doze passas numa mão e um copo de espumante na outra. Atravessei-o eu, caminhando em direcção ao metafórico futuro, na rua, de saída de casa de uns amigos e dirigindo-me a casa de outros. Foi então que ele me surpreendeu, efusivo no meio da rua fria e de pessoas às janelas desejando às duas únicas pessoas que caminhavam na rua um ano bom enquanto à volta os fogos de artifício e o barulho dos tachos compunham a banda sonora mágica. Abracei a minha amiga. Isto só pode significar um ano de viragem para esse tal futuro imaginário, disse ela, enquanto erguíamos os copos inexistentes. À nossa!

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Sur la marée haute je suis montée la tête est pleine mais le coeur n'a pas assez. Lhasa de Sela


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