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La marée haute
sábado, abril 29, 2006
  Fuerza bruta



Falava com pessoa amiga na prosaica Casa das Sandes sobre o amor. Agradam-me os não-cenários. Para ambas, a conclusão sobre este estado existencial, limite por nos confrontar com aquilo que nos é superior, foi a identificação paralela de posições: o amor, o verdadeiro, é raro. Se é amor, é verdadeiro, dir-se-à, pois cada palavra carrega uma verdade inteira. E eu digo: Seria assim se as palavras não fossem desvirtuadas na sua significação pelo uso inapropriado e abusivo.
Acredito no amor mas poucas disse amo-te não porque tivesse amado pouco mas porque amei intensamente cada momento único e precioso e só desta forma apaixonada e ligeiramente despreendida me consigo interpretar. As dádivas são inesperadas e livres, raras e ciosas de cuidados.
Sobre o amor, digo que é raro mas não irrepetível. E às vezes sim.
E vou-me, saindo do computador surripiado no meio de um momento.
E de momentos gratos é feito o amor. De preferência sem o medo de se ser simplesmente feliz.

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sexta-feira, abril 28, 2006
  Ser patriota ou o drama do trânsito

O que é uma notícia? dizia-se na última edição deste semanário respondendo o poeta à chamada com a sua própria pergunta, ver poema que hoje não o trago comigo.

Num destes dias, o jornal das 20h da TVI apresentou uma peça relativa ao custo de vida e carga fiscal, nomeadamente iva, comparando Portugal e Espanha, daí resultando também uma entrevista a várias pessoas que vivendo perto da fronteira entre os dois países se deslocavam ao pais hermano para fazer compras.

Entretanto foi entrevistado um empresário português que todos os dias saía da sua casa em Portugal e ia trabalhar a Espanha, local do seu estabelecimento, vindo dormir a casa. Fiquei espantada pelo fôlego deste nosso compatriota que todos os dias, afanosamente se deslocava ao estrangeiro e regressava à noitinha para dormir nos alvos lençóis da ditosa pátria.

Quanto tempo leva o senhor da sua casa em Portugal para Espanha?
perguntava-lhe a jornalista e eu esperava que ele dissesse uma enormidade que me fizesse valorizar o patriotismo de uma forma emocionada - e ele responde: Uns 8 minutos. Levo 8 minutos da minha casa até aqui e vou almoçar a casa e venho. Faço todos os dias este trajecto 4 vezes.
 
domingo, abril 23, 2006
 


(Huneck)
 
  Sol

Não querendo parecer justificação, esta breve introdução de duas linhas é-o de alguma forma obscura. Eu explico o que me parece natural.

No post anterior bloqueei os comentários porque não quis que se tornasse uma obrigação para quem me lê ter de dizer alguma coisa. Como escrevi há pouco a alguém "criei a liberdade", pese embora a presunção. É por demais preciosa esta intimidade que decidi partilhar para que a sentisse devassada pela obrigação de comentar. Por outro lado tratar de um assunto como a morte é desconfortável. O que implica sofrimento é desconfortável por razões várias que nada têm a ver umas com as outras.


Quanto às notícias e convocando o belo poema de Alexandre O'Neill 'O que é notícia?', refiro a forma como a TVI explorou até ao impudor a morte do jovem actor Francisco Adam. Foi mais uma morte entre 10 na estrada. Não foi mais uma morte porque, extravasando a estatística, a morte aqui tem um rosto conhecido e de alguma forma pouco clara, simboliza também todos os milhares de mortos na estrada, os anónimos, que contam apenas como estatísticas mas se tivessem um rosto e uma história não anónimas seriam mais que números.
Definitivamente não gosto de estatíticas.


Quanto às faltas dos deputados às sessões no Parlamento na semana de Páscoa acho vergonhoso e reflecte bem a forma como os próprios vêm o povo que é suposto representarem: com distância e indiferença. Ser deputado traz vantagens e representatividade mas só para o próprio: prerrogativas, privilégios, imunidades, reformas chorudas e a ilusão de poder. Era o que eu pensaria se lá estivesse (Mas porque é que não me dediquei à P(p)olítica?)


E mais não escrevo que tenho que ir à vida e tenho uma longa semana pela frente e tive outra ainda mais longa por trás.
(E o sol está alto e quente para que me apeteça demorar por aqui)



PS: Eu disse "duas linhas", pois...
 
sábado, abril 22, 2006
  Paz


(John William Waterhouse)


Tiveste de partir para que nos pudesses ver de novo com os olhos do amor e do conhecimento
E no teu plano imaterial e secreto
inventarás formas de nos guiar - és luz.


Em homenagem à minha avó materna que no Domingo de Páscoa terá pensado: "me voy a Pasárgada, lá sou amigo do rei ". Imagino-a feliz e serena, sem as limitações da matéria, iniciando um novo caminho. E eu, eu estou grata, talvez até mesmo feliz, por a saber em paz e sem dor.
 
quinta-feira, abril 13, 2006
  O (re)nascimento,




Boa Páscoa, que eu
me voy a Pasárgada, lá sou amigo do rei *



*(Com a devida vénia a Manuel Bandeira)
 
  O caminho da Páscoa

Não me parece que A Paixão de Cristo seja um filme digestivo para o fim de semana Pascal.
É para pensarmos mesmo no que significa a Páscoa e que estes dias têm um simbolismo e não são só dias de férias?
 
  Última hora! Donos de blogs fazem greve à blogosfera

É por estas e por outras que o país não anda para a frente. Está meio mundo a gozar o fim de semana alargado (fora da blogosfera, pasme-se) e ninguém se lembra das responsabilidades de manter um blog, ao descurá-lo, sabe-se lá, há gente capaz de tudo, os três dias inteiros. A avaliar pelo que pouco se escreve e pelo meu site meter, sobe-me à garganta o desabafo: Ao que chegámos. Resta esperar por dias mais solarengos na blogosfera. Já faltou mais, chuif, para eu começar a escrever um 'Diário da tua ausência', qual Margarida Rebelo Pinto, marca registada, pensando bem quem devia levar com uma providência cautelar em cima era a Oficina do Livro e a MRP com o motivo de parasitar as livrarias com o rótulo de escritora.
Sou insuspeita: li dois livros dela e não me orgulho nem envergonho. Aliás assim posso dizer mal com autoridade.
E estou aqui estou ali a bater à porta do vizinho para pôr a música mais baixo uns 500 000 decibéis que ouvir agora o Tony Carreira não é propriamente o meu sonho de fim de tarde.
 
quarta-feira, abril 12, 2006
  Linda menina!




Take Your Partners III
Steve O'Connell
 
  Couves e marcas registadas

Aguardo com alguma curiosidade e igual distanciamento a contestação de João Pedro George e da sua editora à providência cautelar interposta para impedir a distribuição de Couves & Alforrecas: Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto.

Ora, apesar de uma providência cautelar não pressupor o direito à existência de contraditório, não tendo o juiz aceite o pedido de suspensão da distribuição e venda do livro, ao autor e à editora assiste o direito de contestar a dita providência cautelar.

De qualquer forma o livro já está à venda. Não o vou ler nem me interessam os contornos muito pouco literários da polémica; o que me agrada é o enquadramento, a questão transversal e de fundo: os direitos e as liberdades dos cidadãos e as questão dos direitos de autor (embora estes não estejam postos em causa, se bem li nas entrelinhas).

Isto na verdade não é uma opinião, ainda não. Independentemente de concordar com o que o autor diz, cruza-se na minha cabeça a possibilidade do excesso. Haveria necessidade de escrever um livro sobre isto? E haveria necessidade de uma providência cautelar para impedir a distribuição do mesmo? Claro, necessidade não é a palavra certa. O que me escapa é o sentido.


Este processo levanta uma questão académica interessante de abordar. Só isso justifica para mim o alarido de parte a parte (e o livro que se queria proibido já se prepara para uma segunda edição).
 
segunda-feira, abril 10, 2006
  O teu traço

essencial, linha pura de um perfil que não é de mais ninguém

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  Comadres

A Margarida Rebelo Pinto e a Oficina do livro, sua editora, interpuseram uma providência cautelar para impedir a publicação de um livro que supostamente denuncia e prova o auto-plágio da obra da referida escritora.

Entretanto e na sequência disto, uma senhora chamada Ana Santa Clara (mas parece que tem mais pseudónimos e às vezes também é loura) voluntariou-se para ver a sua obra analisada pelo mesmo crítico justificando porque merece igual tratamento: é que se a Margariga Rebelo Pinto é muito bonita, ela, Ana Santa Clara, é muito boa donde resulta o seu direito a ser examinada.
Nem mais.
 
quarta-feira, abril 05, 2006
 



Tribute
Laverne Ross



Belíssimo!
 
  A minha OPA

Frequentando pouco a net ultimamente e apesar de razoavelmente informada das notícias do mundo através da imprensa e dos media sinto um formigueiro estranho no que ao conhecimento do mesmo diz respeito que atribuo à auto-consciência da minha recente iliteracia bloguística.

É incontornável: a informação e o debate de ideias são cada vez mais indissociáveis deste particular meio, a internet. Faz-se política, discute-se o mundo, intervem-se civicamente (ou há essa possibilidade) bate-se no vizinho, insulta-se o outro e às vezes elogia-se com verdade e sem figas.

Tenho saudades do tempo presente que aí anda, de saber dos blogs, de participar em conversas, de passarinhar à minha vontade, de seguir textos, personagens e enredos.

Lembrei-me (foi agora mesmo e desde já partilho a ideia e a emoção!) de fazer uma OPA a vários blogs. Vou auscultar o mercado e de seguida, qual Belmira empenhada e Azeveda, irei cantando e rindo tentar controlar a blogosfera.

Convida-se assim a dita blogosfera em peso a participar activamente no seu destino, que se quer democrático e unido. Todos por um, aqui, no meu sítio do costume.
 
  Apontamentos

Categoria e ano de fabrico
Pneumáticos (quantidade, medidas e tipo de montagem)
Distância entre eixos
Tara
Peso no engate
Poder de elevação
Peso bruto (frente, meio, rectaguarda)



...retirados de um livrete de automóvel.
 
Sur la marée haute je suis montée la tête est pleine mais le coeur n'a pas assez. Lhasa de Sela


mareehaute.is.vague@gmail.com

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