ccccff
La marée haute
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
  Mapa

O teu corpo um mapa onde solitária mergulho
corpo que se acende em mim, vive e transborda
e cada letra do abcedário uma chave
tu o cofre, mapa que percorro com as mãos quentes
tentando adivinhar-te onde te dói mais o grito
e no meu olhar cresce o brilho
em todas as carícias te encontro
e cabes inteiro nas minhas mãos cheias
talhados que fomos à medida do encontro
e caibo inteira ns tuas mãos cheias

Das pontas dos meus dedos nascem asas
contorno-te a boca de desejo num voo
difusos os sentires no corpo suado
sexo palavra breve
breve
completa

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  obscuridade

É assim que penso não sei se o poema se o desejo
dele ser assim vagamente apenas uma linha
que diga tudo e nada diga do que quer dizer


Carlos Alberto Machado

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domingo, fevereiro 27, 2005
  Janelas que se abrem como espelhos (do mundo)


Mar

Os livros foram desde pequena os melhores companheiros de brincadeiras; com eles viajei desbravei mundos pessoas lugares alcancei respostas muitas mais perguntas e uma enorme sede do mundo.

Podemos esconder-nos por trás da nossa imagem, podemos desaparecer para sempre atrás da nossa imagem, podemos separar-nos da nossa imagem; nunca somos a nossa própria imagem.

Milan Kundera, A imortalidade

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  Conversas descruzadas

As conversas cruzam-se, misturam-se, dão azo a outras conversas, entremeadas de monólogos, de dúvidas escrevo enquanto penso. Vejo este e outros blogs como um espaço de conversa que flui, como num café (gosto do café de vários lotes e aromas mas sempre forte e bom)

Mais facilmente se possui um corpo que o ser que o possui, escrevi no Apenas mais um.

O desafio do post erótico coloca-me várias ordens de dúvidas, ensaiadas no Voz em fuga. Abordar o erotismo com um texto erótico num blog individual e sem vocação temática pode ser interpretado como estar a franquear a porta a suposições de vontades do autor do blog e tentativas de lhe adivinhar um registo pura e duramente íntimo. No entanto um texto é um texto. Que vem da imaginação, referências, vivência, filmes, livros, da vida que absorvemos pelos poros. Mas o registo não pode ser visto como íntimo ou pessoal. Os escritos são exercícios de criatividade e/ou de contacto com o mundo na sua inteireza.

Onde pretende a autora deste blog chegar, perguntam vocês e já vos oiço, em engripado uníssono. Respondo que um blog faz mudanças de direcção, inverte a marcha, vai por atalhos, desbrava caminhos cheios de silvas e espinhos de rosa. Se eu não concedesse ao meu blog essa liberdade iria contra tudo o que tenho escrito até aqui sobre ela.
Só espero não entrar em contra-mão (coisa a que aliás assisti ontem, parva a olhar atrás de uma fila de carros enquanto um artista distraído [deve pertencer à apadedica] fazia a inversão de marcha para a marcha correcta e lá continuou, muito atento ao polícia que não apareceu).

Cap
, como adivinhaste que os umbigos eram preliminares? ;)
 
sábado, fevereiro 26, 2005
  Bellybuttons


Jorge Colombo

Umbigo. O que nos liga à mãe, à alimentação, à vida.
 
 


99.11.03

First Avenue
& 12th Street

The Dailies are my best known project: quick portraits of characters seen on the streets of New York. With frequent interruptions, I worked on this project from 1999 to 2003

Jorge Colombo
 
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
  Uma pacata família de Viseu (post não erótico)

Então não é que alguém veio parar a este cantinho procurando FAMÍLIA BULHA EM VISEU?
Ele há cada uma!
(Obrigada Noite)
 
  Day by day dailies (Jorge Colombo)


99.VV.01
CBGB,
the Bowery

Jorge Colombo
 
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
  Pele

O que a-trai? Pele cheiro toque riso despudor embaraço língua palavra ombros o abraço a força côncavo o grito convexo inquietação vontade
olhos boca pele.

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  Uma luz vaga*

...na pele iluminada a transparência.

*Mesa
 
  O disco

 
  Retrato

A pele era o que de mais solitário havia no seu corpo.
Há quem, tendo-a metida
num cofre até à mais fundas raízes,
simule não ter pele, quando
de facto ela não está
senão um pouco atrasada em relação ao coração.
Com ele porém não era assim.
A pele ia imitando o céu como podia.
Pequena, solitária, era uma pele metida
consigo mesma
e que servia
de poço, onde além de água ele procurara protecção.



Luís Miguel Nava
 
  As máscaras



USA. Untitled. (from the Mask Series with Saul Steinberg), 1962
Inge Morath
 
  Post erótico

No Voz em fuga entre o desafio e a desgarrada ensaia-se a dança dos posts eróticos. Mas hoje, cansada do suspiro a percorrer-me não tenho imaginação para a palavra.
 
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
  APADEDICA

Alguém tem mais notícias para o boletim informativo de Fevereiro da APADEDICA?
A mais recente notícia deste lado foi dizer a uma mãe que levava o seu bébé no elevador que ele estava muito desenvolvido para a idade 'Tem 3 meses, não?'. Tem 7, diz ela.

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Esta imagem, cuja autoria desconheço, perdida (achada) algures na net (re)lembra-me aquilo que de nós conhecemos e mostramos (julgamos conhecer, julgamos mostrar) e o mundo imenso, maior, desconhecido existente, onde? não sabemos e nem uma vida inteira nos dará a resposta. Eu não me importo demasiado, tenho curiosidade de mim e dos outrs. Gosto do elemento surpresa, não por ser surpresa, mas por ser a descoberta. A descoberta de que há mundos desconhecidos dentro de nós e dos outros e que não é importante desvendar tudo. Que há desvelos que não importa ter.
E pergunto-me: estarei a ser demasiado transparente? Estou a desvendar-me ao ponto de alguém me imaginar conhecer?
Imaginar conhecer alguém pelo que escreve. Haverá algo mais ilusório que isto? A transparência não é ela própria uma criação e uma defesa? Uma pele espessa, mais densa que o recato interior?
 
terça-feira, fevereiro 22, 2005
  A justa medida

Agora que estou temporariamente sem acesso à net em casa (devo ter carregado nalgum botão suspeito) tenho menos tempo para visitar e comentar os blogs amigos. Não que sinta obrigação de o fazer, mas gosto de visitar quem aprecio, quem gosto de ler, independentemente de me lerem, de me comentarem, de me linkarem. Eu faço o mesmo ao contrário.
Na onda de redefinições e alinhamentos que faço para mim, na vida virtual e material, deparei-me com uma situação cujo autor não vou de certeza nomear mas que me surpreendeu pela negativa. Eu, que não tinha pedido para ser linkada nesse blog (como já viram não tenho links de nenhum blog, não os vou colocar e muito menos elencaria os blogs por critérios de amizade) fui amavelmente e com justeza linkada pois a essa pessoa me ligaram, ligam (?) laços de amizade pelo que achei natural e registei a atenção. Como registo agora a forma deselegante como o meu link foi retirado, primeiro dos blogs preferenciais, depois dos blogs outros, simplesmente.
Sempre tentei esclarecer equívocos, desfazer mal entendidos, apagar fogos, meus e dos outros. Até que me farto, e acho que as pessoas não me valem a pena. Não entendo nem tenho de entender o que não tem razão de ser. Eu não faço a reciprocidade de links. Optei por isso devido a razões minhas que não tenho de apresentar. Se isso é um motivo para ser retirada de um blog como se fosse inimiga, passe muito bem, quem perde não sou eu, quem perde é essa pessoa, que desce na consideração e respeito que lhe demonstrei ao longo de anos. Constato que a amizade afinal foi volátil. Acho que tudo pode mudar. Como acho também que às pessoas que nos merecem amizade e nos deram provas dela, devemos explicações. A amizade é recíproca. Não é um dado adquirido, como não o é o amor. Ou então não é amizade e aí a conversa é outra.
E não, não estou ressentida. Simplesmente constato mais um alinhamento interior meu ao ter inevitavelmente de pôr em causa uma história de amizade e bem querer. Acho que aquilo que fazemos vem mais tarde ou mais cedo ter connosco, como um espelho tardio que não falha. E por esse motivo tão egoísta também, tento, nem sempre com sucesso, mas tento ponderar o que digo; melhor, mais que ponderar, quero dizer o que entendo ter de ser dito. É uma aprendizagem de vida. Os meus 37 e joviais anos :) devem ter-me servido de alguma coisa e tenho quantos mais à minha frente para aprender mais alguma coisa. E terei de engolir algumas coisas que digo. Oxalá tivesse que engolir este post.
 
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
  Redefinições, ainda

Gosto da palavra redefinições porque traz dentro um constante alinhamento connosco próprios e com os outros. Cada vez mais me vou aproximando das redefinições. Não das definições, que sugerem estáticos espartilhos.
No mundo lá fora e na blogosfera vamos filtrando as pessoas que merecem entrar e sobretudo permanecer no nosso mundo. Arrogantemente digo que odeio arrogâncias, mesmo que vindas de mim, a não ser que sejam estados de espírito pontuais e reveladoras de estados emocionais fortes. Como vendavais que nos passam na alma. Gosto das pessoas com alma. Sossegadas mas fortes no ser, no sentir. Transparentes, puras. Puras de tanta impureza que trazem dentro.
E como eu sou impura e imperfeita; e como me é difícil aceitar-me por vezes. Sou a minha maior inimiga e a melhor amiga de mim mesma - ninguém vai viver tanto tempo comigo como eu e para onde quer que vá eu serei a minha bagagem.
Um blog encerra-se, os reis e os peões voltam no fim do jogo para a caixa, as pessoas daqui desaparecem num passe de mágica quando desligo o computador.
Acho que só as pessoas que amam intensamente são capazes de um tão grande desprendimento.
 
domingo, fevereiro 20, 2005
  The answer my friend is in the 3838 (fosse tudo tão fácil)

...E o cartão de eleitor que não aparecia. Desde ontem que desconfiava dele por causa dos alinhamento das carteiras e dos cartões essenciais e os outros. Este, sendo dos outros, deve estar a descansar em paz no fundo do baú.

E agora o que é que eu faço? O melhor é ir directo às chefias da coisa e expôr a situação de uma forma pungente. Liguei o 118, pedi o telefone da Comissão Nacional de Eleições e nem foi preciso grande conversa que estes casos pelos vistos são vulgares e a resposta surge pronta. Envie o nº do seu BI e a sua data de nascimento para o 3838 e vai receber uma sms com o seu nº de eleitor.
E lá fui eu, saltitando ordeiramente, sem grande esperança neste novo governo, querendo um país melhor.
 
  1,5 de água do Luso e a sede vai-se

De mal entendidos na blogosfera está o inferno cheio.
E eu vou ali já venho que estou farta de ter esta ingrata sede de conciliar. Agora só me falta o choradinho, a mim ninguém me ajuda. Livra, ainda bem que parei a tempo. Vou beber água.
 
sábado, fevereiro 19, 2005
  Redefinições

...E é por vezes passado muito tempo que somos forçados a rever o impacto que as amizades e os amores têm na nossa vida. Uma amizade de muitos anos é posta à prova pelas circunstâncias, faces desconhecidas e odiosas revelam-se, não reconhecemos o amigo, não sabemos se poderá continuar a existir um nós núcleo como até ali. Um nó aclara-se na garganta antecipando o deslaçar de um encontro quebrado. O passado não redime o presente - somos unos e sem tempo. E foi só por puro acaso que não (re)conhecemos mais cedo a outra face.
 
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
  Doninha hoje à noite




Espero logo à noite assistir ao que adivinho ser um bom concerto. Não há lugares marcados no Coliseu, pelo que convém ir cedo para desfrutar bem os € 20.
Conheci-os o ano passado - gostava das músicas dos Doninha mas nunca as associei ao grupo até que um dia se fez luz com as palavras de um locutor da Antena 3.
Bom concerto a quem for :)
 
  Divagação eleitoral

Para mim as filiações partidárias e as simpatias políticas não são relevantes no relacionamento com os outros a não ser quando me afectam ao atingir as raias da intolerância, em que penso não cair e espero não cair pelo que me policio de quando em vez.

Estamos em altura de reflexão política, em tempo de não campanha eleitoral, falha-me o nome para este período de abstinência e, pensando e repensando, vejo que os blogs, meio privilegiado de comunicação e cada vez maior influência política e cívica nalguns sectores também privilegiados da sociedade estão por natureza isentos deste silêncio, o que não deixa de ser curioso, dada a possibilidade de influência até à boca das urnas (quem se lembrou de chamar um nome tão poético como boca aquela ranhura de coisa estava bem inspirado) pois quem pode proibir alguém de levar um portátil até ao local e momento de votar? Adiante que esta é uma reflexão, entre outras tantas que me surgem e fascinam sobre esta realidade que é a virtualidade.

Não espero recolher simpatias nem antipatias pelas minhas convicções e incertezas políticas, nem escondo as minhas próprias simpatias laranjas, o que é quase pecado nos dias que correm. Gosto de pecar (esta aparente ambiguidade no que escrevo ainda me vai levar aos famosos mal entendidos na blogosfera que me lê e leio)
Paciência. Quem gosta de mim leva o pacote inteiro :) Quem não simpatiza, igualmente e por maioria de razão.

Penso, muito sumariamente e com os dados que me faltam relacionados com o não acompanhamento da campanha política na tv, jornais e blogs, que olhei de lado e à distância, que pela boca morre o peixe, por tantas palavras, tanta ofensa, tanta promessa.

O meu partido de simpatia foi desde sempre o PSD, fui militante durante os anos da faculdade, integrei uma lista local para uma junta de freguesia, sem muita convicção. Vi coisas que não me agradaram no PSD, vi que a ambição dominava demais os espíritos e a minha parte naif e independente fartou-se e hoje não é nem quer ser militante de qualquer partido.

Analisando superficial mas convictamente a situação política actual, ressaltam-me vários pontos.
O PSL não teve oportunidade de mostrar o que valia e não teve pulso para dominar uma tripulação de repente sem norte. Entrou como homem do leme numa conjuntura desfavorável, dado o abandono do barco pelo Durão Barroso, atraído por voos mais altos. Foi atacado pela oposição por ser um amante da boa vida e de mulheres e por usar pulseiras e fitinhas (E qual é o problema? Que raio de estereótipos). Agora o PS está a receber e a ter que engolir as sugestões da orientação sexual de Sócrates. Que não se enalteça agora o PS em vítima.

Desde que as pessoas façam bem o seu trabalho, é irrelevante que sejam hetero ou homo, que vão a discotecas ou para retiros espirituais de silêncio e passarinhos a cantar.
Acho também vergonhoso que se atire como argumento a alguém na questão da adopção e do aborto, questões pessoais e íntimas como o senhor não é pai, eu sou.
Não gosto do populismo de todos os partidos, das feiras de beijinhos e mercados de bandeirinhas. E no entanto também há anos andei nessa vida (foram mesmo só dois dias de cedência e a engolir o sapo de estar a fazer algo de que não gosto).
Quanto à música e vídeo do PSD só posso dizer Iac. Só pode ter sido concebido pela oposição, está demasiado mau :) O homem é de emoções mas não o vejo naquela pieguice enjoativa que se mostra.

As minhas amizades têm por dentro pessoas e várias cores políticas, futebolíticas, religiosas e orientações sexuais diversas e não é por aí - acho que posso dizer nunca - que os afectos se me pautam.

Só queria dizer isto e dizer também que espero que o PS não tenha maioria absoluta.
Obrigada Vague pelo tempo de antena, pelo qual sou (irra)responsável.
 
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
  Eu voto nele...

 
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
  Casa num não-lugar

Apetece-me não sair de casa e ficar aqui quieta, alheia, recebendo as visitas com um chá de poesia e bolachas de chocolate (Se não houver chocolate no paraíso, então não quero ir, diz um íman que me ofereceram).
:)

A mulher submerge-se no banho
com a mesma doce espera
com que se aproxima do leito do amante
e se deixa fundir lentamente
na água tépida suave
Água de carícia envolvente
que eleva os seios
e os balanceia
pontas que despertam suas bocas vermelhas
mãos que se abrem como estrelas do mar
e navegam pensativas de um lado para o outro
e roçam de vez em quando as curvas do corpo
A cabeça é um nenúfar que se move
sobre a superfície da água
e na esperança dos olhos
crescem sonhos luminosos
que nenhum amante
poderá jamais cumprir.


Maria Wine


21 Poetas Suecos
(Antologia poética)

Coordenação de Ana Hatherly e Vasco Graça Moura)

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terça-feira, fevereiro 15, 2005
 



We have a choice to use
the gift of our lives
to make the world
a better place


Jane Goodall
 
 

hbvgyrt6yd,vbn,vfyhcydew444uiyttdp+kçl5437gytrttydt!!!!!!
sgjh,yhdqvgwd,gydqgdwbjdsnsdj,809o9rkjccmsnmm!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pronto, desabafei.

....relaxar, fazer movimentos de rotação com os ombros e com o rosto, abrir e fechar os olhos de espanto. Duas consultas médicas logo à tarde. Não preciso de férias (mentira), o melhor é tirar uma semana, acordar cedo, ir para um sítio junto ao mar e ficar a ler ao sol num sítio deserto e à hora do almoço fazer a trouxa. À tarde faço os exames, visito os médicos. Por acaso...tenho conhecido médicos e enfermeiros excepcionais, de uma generosa e intensa humanidade. E outros, inumanos e displicentes no limite. Fica para outro dia esta conversa. Como vai ficar para outro dia a conversa dos mal entendidos, o post da Luna, a virtualidade, o conhecimento físico e o reconhecimento, a influência dos blogs na comunicação em geral, que mereceu destaque na revista Executive Digest de Dezembro ou seria Janeiro, o amor, a descoberta da parte de um bébé do mundo à volta e assistir a isso perfeitamente encantada.
Até já.
 
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
  Lugares

Há sítio mais (im)próprio para falar em lugares que na world wide web? A net é um não lugar.
 
 


Uma concessão ao dia de S. Valentim, a comemorar em data e parte incerta porque estas datas não têm tempo nem lugar.

E porque é o meu disco do momento :)
 
 

É o silêncio que deves escutar
o silêncio por detrás das alusões, das elisões
o silêncio por detrás da retórica
o silêncio do que se chama a perfeição formal
Isto é a busca do não-sentido
até no próprio sentido
e reciprocamente
Ora tudo o que com arte escrevo
justamente é sem arte
e todo o cheio é vão
Tudo o que escrevi
está escrito entre as linhas


Gunnar Ekelof


21 Poetas Suecos
(Antologia poética)

Coordenação de Ana Hatherly e Vasco Graça Moura)

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domingo, fevereiro 13, 2005
  Duas frases e uma vida

(De um filme também)

- Falou-me na história da sua vida toda e nunca mencionou o amor.
- O sexo é muito mais interessante.

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  Poucas palavras um mundo

Agora foges do medo sem ter sentido ainda a dor

(apanhado a meio de um filme)

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  :)


Sunflower Burnt Yellow on Deep Blue
Masao Ota
 
  13 de Novembro de 2004, 9.10h

Há 3 meses nasceu a minha sobrinha e eu nasci como tia e antes de mim o mundo inteiro nasceu para ela, que o vai descobrindo em cada olhar com que o toca e nos toca e em que ela própria se descobre. Há umas semanas descobriu as mãos :)
 
sábado, fevereiro 12, 2005
  Aproximação

fundo
dentro
um estremecer
na rocha:
água
tu
longe
falando de repente
dentro de mim


Gösta Friberg


21 Poetas Suecos
(Antologia poética)

Coordenação de Ana Hatherly e Vasco Graça Moura)
 
  Torneira precisa-se


Por alguma razão um electricista é um electricista e um canalizador é um canalizador. Era suposto o primeiro dar um jeitinho na torneira avariada do chuveiro e assim evitar a vinda do segundo. O jeitinho resultou numa torneira partida e agora não posso tomar duche. Em vez de ir trabalhar tenho que ir comprar uma torneira.

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sexta-feira, fevereiro 11, 2005
  pensando alto

nunca fiz um inter-rail nunca acampei nunca aprendi piano nunca saltei de páraquedas nunca andei numa Harley-Davidson
agora já não me apetece correr o mundo de comboio já não me apetece acampar
ainda quero aprender piano ainda quero andar numa mota de motard ainda quero saltar de páraquedas.
pois.
 
 


Afternoon Sun, Crater National Park, Oregon, 1943/1950.
Ansel Adams
 
  Ma-Schamba

"cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio" (Nassar)
 
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
  Asceta por dois dias

Que manhã! Há tempos que não me acontecia uma destas. Parecia combinado. Atendia o tlm, o fixo tocava. Estava no telemóvel, tinha aviso de chamada em espera. Tudo trabalho, tudo necessário, e a disponibilidade e a concentração obrigatórias para cada assunto constantemente a mudar. Foi a manhã toda nisto, mal tive tempo de respirar. O que eu estou a precisar mesmo é de férias. Dois dias fora do mundo. De um spa, de um ambiente zen, de um montanha no topo do mundo, daquele espaço só meu. Ou então de ir ao cabeleireiro e de receber uma massagem daquelas que nos deixam completamente nas nuvens.
 
  Pertencer *


Au Coeur de la Glace
Philippe Bourseiller



Tenho a certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada nem a ninguém. Nasci de graça.
(...)
Exactamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais que isso. Quem sabe se comecei a escrever tão cedo na vida porque, escrevendo, pelo menos eu pertencia um pouco a mim mesma. O que é um fac-símile triste.
(...)
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, porque então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é que tudo quanto viesse de dentro de bom de dentro de mim eu pudesse dar aquilo a que pertencesse.
(...)
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha propria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
(...)
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que perco não pertencendo. E então eu soube: 'pertencer é viver'. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.


* Clarice Lispector



* Para partilhar, para que pertença a quem não conhece e se queira aventurar na descoberta de uma das maiores escritoras brasileiras actuais.

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quarta-feira, fevereiro 09, 2005
  Esta é cruel

Thirty-five is when you finally get your head together and your body starts falling apart.

Caryn Leschen
 
  Tempo de antena

Behind every successful man is a surprised woman.

Maryon Pearson
 
  Para um projecto eleitoral de qualidade

(Este pode ser um dos slogans)

Whatever women must do they must do twice as well as men to be thought half as good. Luckily, this is not difficult.
Charlotte Whitton


Para o início de um projecto eleitoral de regresso ao matriarcado, que nos foi roubado à socapa quando 'eles' descobriram (grande descoberta, eheheh...)que tinham uma palavra a dizer e algo a fazer no nascimentos dos bébés. Junta-te à Associação, Amiga! Amigo isto é contigo também. Os senhores homens que se inscreverem até às 24 horas de amanhã receberão um brinde surpresa para além da consideração superior do eleitorado feminino desta casa, pois homem que reconhece as suas fraquezas mais profundas é espécie em vias de extinção, pelo que será muito bem recebido pela gerência, que incentivará a propagação da espécie, preservando os espécimes raros em locais onde serão excepcionalmente bem tratados, com todas as garantias de higiene, segurança e muitos mimos.

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terça-feira, fevereiro 08, 2005
 

 
  Shoah

Queria comentar a crónica da Inês Pedrosa no Expresso de sábado passado, que é como sempre tão rica de referências, de inteligência, de cultura e sensibilidade, tem tantas pontas por onde pegar mas hoje não me apetece escrever e isto não é desculpa de mau pagador. Sou um paradoxo ambulante e cansado de um dia de emoções, mas que não resiste à palavra dita e/ou escrita com inteligência e boa formação.
O negrito é meu para acentuar do texto o que sempre me choca, a hipocrisia, neste caso dos governantes.

Somos netos desse lugar de abominação onde não estivémos (...). Os filhos de Auschwitz fugiram do horror; os netos têm de o recuperar, são os últimos que podem fazê-lo - e iluminá-lo, procurando compreendê-lo, para limitar as suas repetições. A arte não traz a porta de saída de Auschwitz, e não apenas porque os carrascos se arrepiavam perante a grande música ou lacrimejavam diante de um mau poema. Não podemos entregar nada aos carrascos, nem sequer o privilégio de demarcar um campo estético (...). Mas há um problema ético: a arte, mesmo a mais imune ao kitsch, pertence ao campo do belo - e é imoral extrair emoções de Auschwitz: Porém, será ainda mais imoral rasurar emocionalmente Auschwitz e atingir esse ponto de complacência em que aceitamos que 12 deputados do Parlamento alemão saiam da sala em protesto contra a homenagem às vítimas do Holocausto. Aconteceu agora, na passagem dos 60 anos da libertação de Auschwitz. E 41 países membros da ONU - cujos nomes foram mantidos num incompreensível segredo - votaram contra idêntica homenagem.(...)
Quando, no dia 27 de Janeiro, me sentei por uma hora na Livraria Buchholz para ler e e escutar outras leituras sobre a Shoah (perfeita palavra, onomatopaica e silenciosa), queria falar do Bloch (Marc Bloch, fuzilado depois de torturado) e dizer que somos todos judeus. Não consegui dizê-lo ali. Mas continuarei a escrevê-lo, porque nas mãos dos netos repousa o trabalho da eternidade. Shoah.


Inês Pedrosa, Expresso, 5/02/05.


Sessenta anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Memorial do Mártir Judeu Desconhecido e o Centro de Documentação Judaica Contemporânea (CDJC) criaram o Memorial do Shoah, inaugurado nesta quinta-feira (27/01) no bairro histórico de Marais, em Paris. A idéia do projeto é "multiplicar as iniciativas de sensibilização dentro de um difícil contexto nacional e internacional".
 
  Rosa*

Há pessoas que precisam de espaços e tempos de solidão. É assim que descansam da vida.


*Rodrigo Leão, Cinema
 
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
  Máscaras

E hoje, nos intervalos do quotidiano de trabalho a ver se me lembro de alguma máscara original para pintar logo à noite neste rosto estremunhado, não de sono, mas de acordar.


A Bjork era capaz de me dar umas ideias. Além de cantar bem, sabe metamorfosear-se como pouco/as e projectar o que não é. Repare-se na aparente submissão deste ar.
Look.
 
domingo, fevereiro 06, 2005
  O amor?

No dia dos namorados (bah, aproveitamento comercial de uma lenda) não colocarei aqui poemas de amor. Ora, sei lá. A estas decisões, pela irrelevância que têm, concedo sempre o benefício da inconstância.
O amor é quando é quando tem de ser e não tem data. De chegar, de partir, de ficar. É sem tempo em cada momento em que é amor. Por muito que me custe a falta de eternidade. Ah, mas isso é outra história.


Como se nada houvesse mudado.
O mesmo chão, flores
que hoje vejo
porque então era noite
e só tu brilhavas,
o cheiro dos pinhais e o teu
que permanecem na terra.


António Osório
 
sábado, fevereiro 05, 2005
  Narcotango



Para ouvir com prazer. Carlos Libedinsky
(Obrigada, jp por mais uma janela que se abriu)


At the hour when there are only a few couples left on the dance floor, magic sneaks (or ‘creeps’?) into the milonga, and I watch peopledancing and experimenting with a new kind of tango dance, when my body is exhausted from dancing for hours and I don't want the night to end, at that hour NARCOTANGO was born. It was then that I could imagine the music that I wanted to dance to, and to see others dance to. At that moment the narcotic power of tango takes over and confirms, once again, that I have entered a universe inside of me that is hard to leave, because like a drug, tango generates an incredible, sensual and powerful addiction."

Carlos Libedinsky

 
  Nota da redacção

Não me apetece escrever. Não tenho que me justificar para mim mesa. Apetece pôr uma tabuleta aqui e dizer, ando por aí, já venho. A blogosfera é um mundo grande mais (como se algo fosse alguma vez grande demais). Se espreitar poucos blogs fico com uma visão limitada e muito caseira da blogosfera. Se visionar muitos, fico com a sensação de vertigem, devido a esta maldita curiosidade ilimitada e quase infantil de estar atenta e de ter vontade de acompanhar conversas que fluem e lugares que são pontos de encontro e há tantos cafés giros na blogosfera.
A minha atitude tem sido neste domínio dos blogs e esperando que ela - a atitude - não mude (se mudasse significaria que estaria a condescender em coisas essenciais), a de dar a minha opinião livremente nos blogs que frequento, ocasionalmente ou não, evitando entrar em temas demasiado polémicos, não pelo receio do que os outros vão pensar de mim ou por medo de rótulos (os rótulos delimitam mais quem os dá que quem os recebe), mas porque é demasiado fácil politizar e dar um sentido emocional às questões. Não receio quem tem blogs conhecidos ou menos conhecidos, comento sem pensar em rankings de blogs e quando me apetece. Não procuro a unanimidade mas gosto do consenso no que isso significa de respeito pelo outro e pela diferença e acredito sinceramente que é possível ter opiniões diferentes e estar sentado amigavelmente a uma mesa de café de um blog. Admiro bastante quem acolhe no seu blog opiniões diferentes da sua e as respeita. Um blog que tem sistema de comentários é, como eu o entendo, uma casa aberta a todos quantos venham de boa fé, pelo que acordar ou discordar não é muito relevante. Importante são os termos em que se faz uma coisa ou outra e as conversas têm muitos mais cambiantes que o sim o não e o talvez. Importante é saber discordar e aceitar a diferença, não no plano teórico das boas intenções mas na prática no dia a dia. Ah! E porque isto se aplica a todos sem excepção e por supuesto a mim também, não estou a fugir à carapuça que algumas vezes me serve (poucas vezes, é certo). ;)
 
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
  Só as coisas sem importância é que me irritam...

...Já dizia na sua prática sapiência a rainha Vitória de Inglaterra.
Vejamos:
Um aquecedor a óleo coxo, depois de ter tombado e partido uma pata;
Um estore pouco pudico, avariou-se e deixa entrar o olhar dos vizinhos por aqui dentro;
Por solidariedade, o despertador decidiu avariar também;
Quase todos os candeeiros do tecto estão ou avariados ou sem lâmpadas;
O arroz acabou de se queimar;
Além da gripe tenho uma otite;
O meu médico quer operar-me;
Tenho os olhos vermelhos pois enganei-me e coloquei nos olhos as gotas para os ouvidos.
Não há-de ser nada. Não há-de ser nada.
 
terça-feira, fevereiro 01, 2005
 

 
  The little space between

You know, I believe if there´s any kind of God, it wouldn´t be in any of us not you or me but just this little space between. If there´s any kind of magic in this world it must be in a attempt of understanding someone, shring something. I know it´s almost impossible to succeed but who cares, really? the answer must be in the attempt.
Relembrando um diálogo de Antes do Anoitecer, em a vida dos meus dias.

O espaço que vai de mim ao outro.

Será que se pode estar perto demais, Mar?

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  Dois lados do mesmo ser

Se virem alguém na fnac de telemóvel na mão a escrever mensagens enquanto folheia livros, não se iludam: posso mesmo ser eu.
Esta frase retirei-a um destes dias de A Alma dos ricos de Agustina Bessa Luis, que cita o compositor Takemitsu e que se me afigurou urgente reter.

Quando temos uma coisa santificada e muito pura ela só se torna interessante se combinada com elementos grosseiros.

 
  Azul de flor

É engraçado como os acasos se dão e ao que vão dar. Um amigo meu diria que não há acasos nem coincidências e que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Entrei nos blogs em Junho do ano passado, por aqui e por ali chego à casa da 1poucomais. Foi das primeiras pessoas que conheci e apesar de a net ser a tal aldeia global em que todos moramos ao lado uns dos outros e todos nos cumprimentamos e tratamos por tu mesmo não nos conhecendo, sinto que aquela é uma casa perto da minha geograficamente falando no virtual. Espero que entendam o que escrevi que eu não sei se me entendo. Este é ainda um admirável mundo. O da net. O da realidade. E Aldous Huxley já escreveu o seu livro há quase 100 anos.
E eis que. Quase 8 meses de blog. Tanta gente bonita. Gente que nem por isso. Tantos Hitlers disfarçados de poetas. Somos só palavras. Não. Somos também palavras. Palavras que nos expressam, que nos tocam, que nos beijam, não é O'Neill?
E a Azul que faz hoje 10 anos de Miosótis me merece todo o carinho que já nem é só virtual apesar de ser só virtual. Eu também fico confusa. Não, não fico nada. Há pessoas cuja genuinidade e transparência se sente e eu identifico-me nessa genuinidade, pese embora toda a exposição que ela acarreta e que também me faz pensar nisto tudo, às vezes sou a meta-vague a pensar a vague. Não conseguiria ser outra coisa que não eu neste formato caseiro de blog (que a tvi me encomendou, mas é segredo).
Por tudo isso e o mais que não descobri o meu apreço sincero e uma justa homenagem para a Azul e muitos beijinhos de parabéns para a Miosótis nome de flor***
 
 

A onda de revivalismo que cabe em sorte a este blog deu por ele ou por mim de memória posta em duas personagens míticas da pré-adolescência e em toda a força do romantismo de conto de fadas que a sustenta.



Errol Flynn e Olivia de Havilland
 
Sur la marée haute je suis montée la tête est pleine mais le coeur n'a pas assez. Lhasa de Sela


mareehaute.is.vague@gmail.com

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