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La marée haute
terça-feira, fevereiro 27, 2007
  Margarita, diz olá



Margarita
Kate Mawdsley
 
  Post invisível

Quanto tempo é umas semanas?
 
  Assuntos pouco light

Já que este blog está na fase de ler assuntos pesados (há que aligeirar isto) e de ver filmes do mesmo teor, para acabar com o resto - leia-se dar-me alguma coisinha má por aprofundar o tema com casos reais cujos relatos vou lendo e me deixam pensativa, se não deprimida - acrescento que Cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de problemas neurológicos, que vão da epilepsia à doença de Alzheimer, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje (27-02-2007) divulgado.
É fascinante o mundo da neurologia e inquietantes as doenças deste foro que atravessam as pessoas.
Ora bem, vejamos. Durante umas semanas não escrevo nada sobre isto. Vai uma aposta?
 
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
 


Extase
Diane Ethier
 
  .

Ela tinha um ar irresistivelmente banal.
 
  ;

Ele esquecia-se que tinha falhas de memória.
 
domingo, fevereiro 25, 2007
 



Albert Williams
 
  ,

Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.



Sophia de Mello Breyner Andresen
 
 



Quando leio as notícias sobre a pequena Fátima Letícia que a dizem uma criança alegre e brincalhona com um comportamento que não indicia a extrema violência a que foi sujeita, penso na infinita capacidade de recuperação que o ser humano tem de sobreviver. Provando que as frases feitas são o resultado de muitas experiências com resultados iguais em muitas pessoas diferentes, digo também que não podemos prever a capacidade de resistência própria ou alheia e frequentemente nos surpreendemos com a coragem e determinação dos outros e de nós mesmos em circunstâncias adversas. Não sei se os acontecimentos maus nos dão força quando conseguimos deixar que fiquem para trás num lugar escondido na memória que em momentos de auto-compaixão visitamos ou se nos fragilizam por ficarem como referência de situações futuras que lhes acendem o rastilho. Talvez a essência do ser humano resida (também) nesse frágil equilíbrio, talvez aí esteja também a nossa humanidade, logo, a nossa força. Como se nós fossemos o resultado de uma plasticidade vivencial. Isto a propósito do filme Inside I'm dancing ou Rory Shea was here. Não é um filme cor de rosa mas é de certeza baseado em muitas histórias reais e mostra o lado irredutível de força e capacidade de voar que cada um de nós (deficientes ou não) pode ter dentro de si.
 
sábado, fevereiro 24, 2007
  A história ficcionada da CIA



Matt Damon - absolutamente convincente em O Bom Pastor.
 
  Googlar

Tive obviamente que o* trazer da biblioteca depois de ler uma pequena parte da introdução:

"Se começou por questionar o porquê deste livro nesta colecção dedicada ao principal software para computadores pessoais, é porque, provavelmente apenas conhece a ponta do ideberg da google - o seu motor de pesquisa."


*Google
Colecção: Software obrigatório
Autor: Centro Atlântico
1ª edição: Julho de 2006


Investida do meu desconhecimento pessoal passei a última hora a explorar o software. Google earth, Picasa, Google desktop, Google talk, Google news, Google catalogs, Gmail, a personalização da página do google, etc, etc etc. Linkei ali ao lado alguns dos endereços que me pareceram mais interessantes. É um mundo enorme e fascinante a espreitar por cada janelinha de link.
 
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
  Os 62 anos de Iwo Jima

Foi em 23 de Fevereiro de 1945 que os americanos hastearam a bandeira sobre o território japonês de Iwo Jima.


The battle for Iwo Jima has been described as the toughest fight in US Marine history by the commander of the Marines in the Pacific, Lt-General M "Howling Mad" Smith.
Aqui e aqui.




Enquanto "As Bandeiras dos Nossos Pais" partia da icónica imagem em que cinco "marines" erguem a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, "As Cartas de Iwo Jima" mergulha no lado dos soldados japoneses.
(...)
Em Iwo Jima morreram quase sete mil soldados americanos e mais de 20 mil japoneses. Eastwood sentiu que a única forma de homenagear todos os que perderam a vida seria realizar dois filmes, pois um seria contar apenas metade da história.

Cine-cartaz Público
 
  Diário rosa-bébé

- Olha, diz à titi o que vais fazer para a escolinha.
- M. vai aprender a ler; Professora ajuda.

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007
  Eu hoje estou vestida assim...*

...estou vestida de acordo com o derrame que me apareceu no olho direito - o vermelho sangue do olho combina, num belo contraste decorativo, com o vermelho e preto da roupa. Infinitamente sexy...



Terry Frost



*Nota da redacção - Bomba inteligente, parafrasear alguém não tem que ser zombaria e não o é. E se se estiver nas tintas para isto, que elas sejam em vermelho e negro :)
 
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
 




Porque sei ser o tempo sempre o tempo
E um lugar eternamente e um só lugar.



T.S. Eliot,
Quarta-feira de cinzas
 
  Máscara

"Ah, Mrs. Dalloway, always giving parties to cover the silence."

The Hours
 
terça-feira, fevereiro 20, 2007
  Glamour

Realizar um sonho por alguns minutos, ser livre atrás das máscaras, criar, fantasiar... Como o professor e diretor de teatro, José Luiz Ribeiro, diz "dentro da teoria da festa, carnaval é o elemento do contrário, do que não é do cotidiano. A fantasia é a possibilidade que a festa te dá de ser o que você não é por alguns momentos".
Aqui.


Os bailes de máscaras em palácios venezianos do Renascimento - ora aqui está o glamour do Carnaval que eu gostava de experimentar : )
 
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
  Sem máscara :)

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domingo, fevereiro 18, 2007
 




Belíssimas obras de arte que fazem sonhar

Etiquetas:

 
  ,

Assim é a memória. Onde quer que eu me encontre abre um buraco, entra na terra, o que me dificulta a marcha ao mesmo tempo que acentua esta estranheza de eu me sentir eu até onde nem mesmo as minhas mãos, ainda que escavasse, lograriam ir.

Luis Miguel Nava
 
  :)

 
  Tempos

Hoje tresli (em papel, naturalmente) a revista Atlântico e os artigos de Pedro Rolo Duarte e João Pereira Coutinho. Sempre interessante o que nos faz pensar, concorde-se, nem por isso, ou assim assim.

PRD fala do jogo de gato e rato que fazemos com o tempo. Partindo de uma situação pessoal, faz-nos aceitar a generalidade do sentimento. Quando andamos a correr de um lado para o outro, desdobrando-nos entre as várias actividades profissionais e extra-profissionais, queixamo-nos da falta de tempo. Mas de se repente tivéssemos uma larga soma de tempo à nossa disposição, digamos semanas ou meses, não nos transformaríamos numa ilha cercada de tédio querendo a todo o custo...matar o tempo?

JPC disserta vagamente sobre a blogosfera porque, segundo ele, não há nada a dizer. Retira conclusão de que esta devia ser uma alternativa ao jornalismo tradicional e não o perpetuar dos mesmos erros.
Quanto a isto, não sei bem de que erros fala, mas talvez a imaginação me leve a critérios editoriais que vinculam (e limitam) os jornalistas?...
Só que a meu ver, enferma a dita afirmação de parcialidade: é que a blogosfera não é propriedade de jornalistas e há muito boa blogosfera que não tem nem pretende ter nada a ver com jornalismo.
 
  Mais do que casos clínicos

As histórias clínicas modernas aludem ao sujeito numa frase rápida ("Uma fêmea albina trissómica de 21 anos") que tanto se pode aplicar a uma ratazana como a um ser humano. Para recolocar o sujeito humano no centro - o ser humano que sofre, que se aflige, que luta - é necessário aprofundar a história clínica até que ela se transforme numa narrativa ou conto. Só então teremos, para além do "o quê", um "quem", um ser real, um paciente que se relaciona com a doença - um paciente que se relaciona com o médico.

Do prefácio de Oliver Sacks ao seu já referido livro.
 
  "Somos capazes de nunca reparar em algo só porque o estamos sempre a ver" (Wittgenstein)

Estava a meio do 12º ano e com notas razoáveis (entre a mínima de 12 e a máxima de 17) quando a vocação para as Letras, não tendo entrado em crise, encontrou um adversário poderoso: uma crescente paixão pela Medicina. Ponderados os factos, os reais e os imaginários, sondei os meus pais. Que se calhar aquilo não era bem o que queria, que gostaria talvez de perder uns anos e fazer o 9º ano de novo, mas desta vez na área A, na altura a de Ciências, que me levaria à dita Medicina. Surpreendidos, deram-me abertura mas disseram-me para ponderar os prós e os contras.
Acabei por não ter a paixão suficiente para me dedicar a algo que iria exigir de mim um esforço tremendo dadas as minhas dificuldades de base a Matemática e a Física, que, por mais maravilhas que sobre as suas virtudes me apregoem os meus amigos da área, não fazem química comigo. Além de que, matutava eu, será que a paixão era assim tão grande? Não sei, nunca vou saber e não me interessa.
E isto vem a propósito de um livro que tenho aqui à mão, de que já falei anteriormente e que relata casos clínicos de um neurologista cuja abordagem parece ser a de recentrar o indivíduo dentro da doença. Não sei se é exactamente isto, mas o primeiro folhear das páginas cativou-me por me dar essa sensação. Os doentes não são só casos clínicos, são pessoas que sentem a doença, são sujeitos e objectos ao mesmo tempo.
Ah, o livro é O homem que confundiu a mulher com um chapéu, de Oliver Sacks.
 
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
 




VENEZA (Reuters Life!) - Os fundadores de Veneza, 1.500 anos atrás, construíram sua cidade sobre água para escapar das hordas invasoras de Átila, o Huno. Será que poderiam ter imaginado que algum dia seus descendentes iriam receber invasões anuais ainda maiores?

A partir desta sexta-feira a cidade prevê atrair 1,2 milhão de pessoas durante os 12 dias do carnaval, 20 por cento mais que no ano passado. Os visitantes vão superar de longe os 62 mil residentes do centro histórico de Veneza.

"O carnaval de Veneza é há séculos o maior evento europeu do ano", disse o prefeito da cidade, Massimo Cacciari. "Governantes de todo o mundo, como o rei da Prússia, tinham o costume de vir fazer festa aqui, mascarados e tendo sua identidade escondida."

Os visitantes vinham a uma cidade famosa por sua licenciosidade, onde os venezianos colocavam máscaras para fazer festa, flertar, ter encontros amorosos e jogar jogos de azar sem o temor de serem reconhecidos por seus credores.

A máscara mais comum era conhecida como "bauta" --branca, com nariz curvo, usada sob uma capa preta e presa no lugar por um chapéu tricorne. Cobrindo o corpo inteiro, ela confere anonimato total a quem a usa, escondendo seu rosto, status social e até mesmo seu sexo.

E é prática, também, porque permite que a pessoa coma e beba e beije, como acrescentaria Casanova, o playboy mais famoso da história de Veneza.

"La Serenissima", como era conhecida a República de Veneza, recorreu a leis rígidas para tentar limitar o uso das máscaras. Uma delas, em 1458, proibia homens de entrarem em conventos vestidos de mulheres para cometer atos "desonestos".

O castigo para quem infringia as leis das máscaras eram severos. Prostitutas flagradas usando máscaras eram empurradas, sob açoites, da ponte de Rialto até a praça São Marcos, e os homens podiam ser condenados a passar 18 meses remando nas galés com as quais Veneza dominava o comércio no Mediterrâneo.

Durante doze dias deste mês Veneza vai se transformar num grande teatro ao céu aberto, com performances de mais de 1.400 artistas em 30 bandas de música e 25 grupos de teatro.

A praça de São Marcos também vai abrigar a batalha das bandas, nas quais grupos de marchas latino-americanas vão concorrer com tocadores de gaitas de fole escoceses.

A praça mais famosa da cidade será o melhor lugar para se ver os foliões fantasiados desfilando em suas criações originais ou suas máscaras venezianas tradicionais.

A figura do dramaturgo veneziano Carlo Goldoni estará presente por toda parte este ano, quando a cidade comemora o tricentenário de seu nascimento.


Por Mathias Wildt
© Reuters 2007. All Rights Reserved.



 
  Sem pinta de sangue

- Linha da Assistência da HP, boa tarde.

- Boa tarde. O meu nome é (...) e passa-se o seguinte com a minha impressora. Blá blá blá.

- Qual é o modelo?

- É (...)

Tem que ligar para o seguinte número, tome nota por favor.

-Mas este não é o da Assistência?

- É sim, mas é relativamente aos consumíveis.

- ...
(suspiro) diga lá então se faz favor



____

(...Mas porque é que ela queria saber o modelo?)

- Ah, desculpe, estava a atender outra chamada (cof cof). Boa tarde, estou a ligar por causa de uma impressora que tem um problema, não imprime e outras vezes imprime e além disso aparece um erro e eu não sei o que se passa.

- Concerteza. Qual é o modelo da impressora?

- É o HP x y, etc e tal

- Ah mas então eu vou passá-la para a linha correcta. Se calhar devia ter carregado na opção 2 ou 3.

...!...


____


Depois de ser encaminhada para a linha correcta e de me ter certificado que era aquela linha, fiquei de namoro firme com o operador quase uma hora, com silêncios entremeados de experiências. Foi romântico.
O caso ficou um bocado ruborizado para o meu lado quando fui forçada a admitir na minha pureza e ingenuidade que naquele preciso momento a impressora estava desligada, logo não podia responder ao comando. Mas o verdadeiro teste à minha sabedoria, a que passei com distinção, aconteceu quando do outro lado, à indicação, Agora vá ao menu iniciar, depois às definições e a seguir à pasta das impressoras, eu respondi, Eu acho que não tenho as tais definições, mas será que não posso chegar às impressoras pelo painel de controlo?
 
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
  To be continued

Boa tarde. O meu nome é (...) e estou a ligar por causa do seguinte: e blá blá,disseram-me depois, blá blá blá, até que ontem, blá blá blá. Gostaria pois de saber se já têm resposta.

Desculpe, vai ter de ligar para outro número. Este é o departamento de (...).

______

Boa tarde. Chamo-me (...) e deram-me este número para ligar por causa de (...). É que em Dezembro solicitei, blá blá blá, e passado este tempo, blá blá blá, foi ontem que a sua colega, blá blá blá.


Peço desculpa mas vou dar-lhe outro número. Aqui não temos acesso a essa informação.

______

E a novela continuou em mais 4 episódios de 2 minutos cada. Da última chamada não resultou o esclarecimento pedido porque a pessoa responsável...já tinha saído.
 
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
  O amor é um lugar



Tamara de Lempicka


Não sei o que é ou como aparece. Mas adivinhei-o na urgência dos meus dedos contornando a tua boca e nas rosas vermelhas que nos floriram dos beijos.

(O amor pode ser mesmo um lugar estranho. Ou, com sorte, apenas uma estória sem história)
 
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
  Ítaca

Para Ítaca há mais do que o caminho para Ítaca. Há o chegar em cada momento da viagem, há o partir sem partir em cada imagem, há o espelho que o longe tece.

Casimiro de Brito
 
domingo, fevereiro 11, 2007
 



Tamara de Lempicka
 
sábado, fevereiro 10, 2007
  Mas há sempre um mas

Como disse alguém, a democracia pode não ser bom sistema, mas não se encontrou outro melhor.



Andy Warhol
 
  Duas observações

Alguns dos argumentos do não e do sim são intelectualmente desonesto: por ex, dizer que o sim ao aborto é dar à mulher a decisão de abortar quando está em causa a manutenção do seu posto de trabalho, é estar do lado errado da luta. O que se deve fazer, ao invés de permitir o aborto por essa razão, é lutar para que as situações de discriminação laboral não aconteçam, não respondendo que, caso aconteçam, sempre se tem à mão o recurso ao aborto. É uma banalização francamente infeliz.

.

É abusivo, quando se tem uma determinada responsabilidade pública ou mesmo não tendo, porque a crebilidade dos blogs também se constrói, sendo-se figura mais pública, menos pública ou anónima, é abusivo, dizia, inventar uma história apimentada e conferir-lhe pistas de uma eventual autenticidade, levando assim os bloggers mais solidários a conferir destaque nos respectivos blogs à história inventada do rapto da jornalista.
Como dizia o outro, é por estas e por outras que as pessoas desconfiam dos pedidos de ajuda pela net e os casos merecedores de destaque acabam por levar todos o mesmo caminho da indiferença porque nem sempre se consegue frequentemente separar o trigo do joio e porque a boa fé é um alvo fácil.
 
  Jantar no próximo dia 22

Então, é assim. Um grupo de amigos do café Vává, célebre café lisboeta, organiza um jantar para recuperar a longa tradição de tertúlia .
Ver aqui.



A minha vontade diz-me para ir (se ainda aceitarem inscrições), a minha timidez pede-me para me deixar ficar, alegando que não conheço ninguém que vá. Ao Vává. Caramba, como sou original.
 
  Palco

Se, numa hipotética entrevista a Luis Carmelo, se colocasse a seguinte questão:

- "Qual foi o acontecimento (nacional ou internacional) que mais intensamente seguiu apenas através de blogues?"

aposto que ele responderia

- O caso Rute Monteiro.
 
terça-feira, fevereiro 06, 2007
 



São de sublinhar a contenção e delicadeza, como se se tratasse de um manjar de reis, com que o pai corta em tantos pedaços quantos os membros da família o único caramelo comprado enquanto esperavam pelo transporte para o ghetto de Varsóvia - zona de judeus.
Fica para amanhã a metade que me falta ver do filme. Quero dormir sem sonhos maus.

O Pianista
de Roman Polansky, com Adrian Brody
 
domingo, fevereiro 04, 2007
 



Fries


Como diz um dos melhores anúncios que já li: Não fume nem que seja Marlboro.


Dormir 11 horas seguidas e tomar café a meio da tarde resulta numa vontade de amanhã ser domingo de novo, para ler, sem a preocupação de véspera de segunda-feira, o jornal e a revista que comprei e ver o filme que trouxe do videoclube para atravessar as primeiras horas da noite insone.

Depois de ler o acórdão do Tribunal de Torres Novas no caso "Esmeralda" tomei consciência do quanto, até certo ponto, a opinião pública foi instrumentalizada pela Comunicação Social ao serem omitidos nas notícias todos os factos relevantes para a tomada de decisão judicial. Antes de o ler, no entanto, acompanhava-me a dúvida quanto aos fundamentos da sentença pois custava-me a acreditar que não tivesse bases sustentáveis e fosse uma inexplicável aberração de uma juíza. Há sentenças insensatas e insensíveis, não tenho dúvidas, pois há quem esqueça que a aplicação da Justiça é conceito mais vasto que a mera aplicação do Direito. No entanto por mais fundamentos jurídicos que tivesse, eu pensava também que não se pode retirar a uma criança os seus pais. Como disse o bispo Januário Torgal Ferreira, entregá-la a um desconhecido, por mais pai biológico que seja, seria matá-la afectivamente. Creio que este caso vai marcar a Justiça Portuguesa: põe-na à prova de uma forma violenta. Mas se falamos de violência, a Lei vai ter de ser justa com a criança, justa, atenta, sensível. A Justiça tem de se pautar pela sensibilidade do homem comum, o pater familias, sem com isto qurer eu insinuar que se deva guiar pela opinião pública, senão pelas regras de bom senso e adequação.


Girls, tomem nota deste site: http://www.like.com/.


É impressão minha ou os Gato Fedorento estão com menos piada?


Miss Pearls na entrevista ao Pedro Rolo Duarte no passado domigo, proferiu uma palavra rara que me ficou na memória como o sumo principal da sua maneira de estar na blogosfera. Os meus leitores; eu estimo-os.


O Iraque, sempre o Iraque. Morte e devastação todos os dias.


23.17h. Uma voltinha pela net e O Pianista à minha espera juntamente com um pacote pequeno de pipocas. E se não chegar folheio O Idiota na cama (Dostoievski e não outro [salvo seja, que sou exigente quanto à inteligência :) ] ).
 
Sur la marée haute je suis montée la tête est pleine mais le coeur n'a pas assez. Lhasa de Sela


mareehaute.is.vague@gmail.com

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