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La marée haute
sábado, setembro 04, 2010
 



Welcome
by Grace Pullen


_____A ternura, a imensa ternura do meu sobrinho, que corre para quem ama e nos abraça e eu não sei quem dá mimo a quem.

Ele mima-nos quando encosta a cara à nossa cara e se deixa aconchegar por breves minutos ao colo, num acto que não sei ao certo se é um pouco de pedido de protecção se apenas dádiva pura e generosa de amor.

Os olhos brilham-me quase até à aurora da lágrima quando penso ou sinto a intensa doçura dos seus gestos e aqueles olhos cheios de sol.


Depois da estreia há 5 anos como titi de uma menina toda feminina e toda independente (estou chateada contigo, mãe, vou mudar para outra casa! e tu tens outra casa? ora, vou para um hotel) sou desde há dois titi de um gajo!


Que fiz eu para merecer isto?...
:)...

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domingo, agosto 29, 2010
  E agora almoçar algures perto daqui e rever família querida...



Sintra, S. Pedro - nunca me canso de lá viver.

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quinta-feira, agosto 27, 2009
  A minha música...

de 1996.

Quem me conhece bem (e a maior parte não me lê aqui) sabe porque é que esta música ainda me deixa um arrepio na pele.
Nesse ano eu aprendi na pele o refrão que era bom era que intuíssemos desde que adquirimos a consciência de estar vivos.
.

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quinta-feira, julho 19, 2007
  Há muitas formas de dizer o silêncio*

O silêncio é aquele lugar antes do salto que abre as asas ao voo, Musqueteira
:)



*de um poema cuja autoria não sei precisar

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Hans Paus


Senhor se da tua pura justiça
Nascem os monstros que em minha roda eu vejo
É porque alguém te venceu



Se alguns dos poemas de Sophia têm um defeito é o de serem tão facilmente amáveis que se tornam populares, sem a magia do segredo e do pudor que encobre os tesouros mais preciosos.


E em vão busco a tua face antiga
És sempre um deus que nunca tem um rosto



Apesar disso, perco-me neles para logo me encontrar, leio-os de cada vez como se fosse a primeira vez e continuo a sentir o fascínio que me fez apaixonar.

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quarta-feira, junho 13, 2007
  Há pessoas a quem o amor conhece de olhos fechados

Esta é da estirpe das mais belas e corajosas histórias de amor.

(Via corta-fitas)


Conheço-me as fronteiras.
Quero o resto.


Helder Macedo

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quarta-feira, junho 06, 2007
 

O livro está aberto e há demasiada luz.
(...)
Devoramos o livro e com os olhos cegos de brancura transformamos a impossível leitura na escrita de uns signos imediatos que nos devolvem a linguagem da luz apagada pela luz.



António Ramos Rosa

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quinta-feira, maio 24, 2007
  o tempo que demora

umas duas três semanas

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sexta-feira, maio 18, 2007
  E não compreender

Uma entrevistada do programa da BBC, Inglaterra, na Hora das Mulheres, falou sobre suas experiências como prisioneira de guerra:

- Quando uma pessoa já experimentou muitos sofrimentos, sabe apreciar as fraquezas e as boas qualidades até mesmo dos próprios inimigos. Por que deve ser nosso inimigo completamente mau, ou a vítima completamente boa? Ambos são criaturas humanas, com o que é bom e o que é mau. E creio que se apelarmos para o lado bom das pessoas teremos êxito, na maioria dos casos.

Sei o que ela quis dizer, mas está errado. Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo. E tornar-se primário a ponto de dividir as pessoas em boas e más. A hora da sobrevivência é aquela em que a crueldade de quem é vítima é permitida, a crueldade e a revolta. E não compreender os outros é que é certo.


Clarice Lispector
A Descoberta do Mundo

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quinta-feira, maio 17, 2007
  Explicação de poesia sem ninguém pedir

Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.


Adélia Prado

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segunda-feira, maio 14, 2007
  Desencontrários

(...)
nunca sei ao certo
se sou um menino de dúvidas
ou um homem de fé. certezas o vento leva
só dúvidas ficam de pé.


Paulo Leminski

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quarta-feira, maio 02, 2007
 

donald pegou-me na mão transmitindo-me uma certeza: a de não estar sozinha naquela inesperada aventura. desde o acidente e o posterior desenrolar dos acontecimentos a sua crescente proximidade e rectidão de carácter tinham-no transformado aos meus olhos no mais seguro porto de abrigo.
sorri-lhe reconhecida. quando chegámos à reunião ainda vinhamos de mão dada, a mão dele agarrando a minha, abandonada, na sua pele.

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segunda-feira, abril 23, 2007
  Não adormeças já

"Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.

Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi
de quatro folhas; e das ervas húmidas e chãs
com que em casa se cozinham perfumes que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.

O meu corpo gela à míngua dos teus dedos, o sol vai
demorar-se a regressar. Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,
como na minha pesará para sempre a pedra do teu sono
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres."


Maria do Rosário Pedreira
de A Casa e o Cheiro dos Livros

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sexta-feira, abril 20, 2007
  receita

uma chávena de arroz uma de açucar duas de água um litro de leite uma casca de limão canela pau e pó três gemas sal
ligue o rádio e com vagar
coloque a água dentro de um recipiente dê-lhe fogo quando as coisas aquecerem dê-lhe o arroz
a água tê-lo-à absorvido entretanto revista-se de paciência e sabedoria e alimente o arroz com leite quente mexendo-o sempre sempre até se fundir o arroz com o leite num sensual e líquido creme
quando tudo estiver ligado e cremoso junte o açucar e depois
apague o fogo e atire-se às gemas misturando-as bem umas com as outras e depois no arroz
arrependa-se de ter apagado o fogo e ateie-o de novo só para que ele prove as gemas
agora deixe arrefecer e
relaxe

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quinta-feira, abril 19, 2007
  arroz doce

o porte rígido e soturno confundia-a porque ele no momento seguinte tinha gestos de implacável ternura que a desarmavam da indiferença, por ex, quando trazia do café em frente
um arroz doce para ti, sei que gostas
e deixava-lhe a taça na secretária com colher e guardanapo
ou quando
interrompia um longo e obscuro silêncio
para lhe apertar as mãos como quem afaga um tesouro de luz

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quarta-feira, abril 18, 2007
  quase nada

voltei-me para trás no último exacto momento, não senti nada e sobreveio a dor de nada sentir. quase nada faltou para ser amor.

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segunda-feira, abril 16, 2007
  os olhos enormes

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.


Carlos Drummond de Andrade

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quinta-feira, abril 05, 2007
  As coisas simples

Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.


Nuno Júdice

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sábado, março 24, 2007
  maggie and milly and molly and may

maggie and milly and molly and may
went down to the beach (to play one day)

and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn’t remember her troubles,and

milly befriended a stranded star
whose rays five languid fingers were;

and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles:and

may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose(like a you or a me)
it’s always ourselves we find in the sea



ee cummings

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sábado, março 05, 2005
  No voo de uma palavra e de um olhar

O que um sonha os outros alcançam,
o que um pressente os outros tocam,
o que um projecta os outros erguem.
Foi à vizinhança estreita destas duas palavras
que fui buscar sustento, esperança, alento.
Foi na vizinhança de ambas
que levantei a minha casa
e ocupei o meu tempo.


José Jorge Letria, No voo de uma palavra

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Sur la marée haute je suis montée la tête est pleine mais le coeur n'a pas assez. Lhasa de Sela


mareehaute.is.vague@gmail.com

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