Hello Kitty seduz a mente masculina. Que admira? É menina!
O cartão de débito e/ou crédito da Hello Kitty faz sucesso. Um dia destes no balcão da caixa da Fnac, o simpático e gentil funcionário que me atendeu, cabelo comprido, brinco na orelha e tatuagem, ficou, surpreendentemente para quem se rende às aparências, rendido ao meu cartão de pagamento, mirou-o, virou-o e admirou-o. Caso ele esteja a ler isto, devo dizer que ele é mesmo simpático e não é só - nem principalmente - por apreciar o cartão da Hello Kitty. É por ter um factor it que se manifestou ao não reprimir a ternura.
não sei que foi feito da inspiração/desejo/vontade de escrever que me iluminava o caos interior e que sem o domar, mo oferecia inteiro e denso, uma coisa cheia de poros por onde eu respirava...
...talvez ela volte nas intermitências do respirar.
Se acabasse hoje, dizia eu, podia ser com esta música (carregar no play, please).
Virgem Suta - Ficou tanto por dizer
...e escrevi tanto, tanto, tanto. Pormenores que reparo no quotidiano e que aqui redimensiono; as minhas paixões rose e blue; as minhas efabulações; o meu escrevo porque me apetece, gosto e ajuda a respirar. Às tantas, tantas vezes tenho pensado, dizer muito ou dizer pouco vai dar ao mesmo. Nada nos capta inteiramente e eu fico feliz por isso. Não tenho necessidade de ser inteiramente compreendida. Cada homem é um mundo, disse alguém e eu a dou a volta ao cliché, cada mulher é muitos mundos, é o trabalho, o amor, o cuidado pelos que amamos, a solidariedade, os caprichos, as contradições. Eu sigo-me e cada vez menos me importa a opinião alheia, dentro de certos parâmetros. Há várias mulheres numa só: hoje de manhã fui ao ginásio, ao escritório, pus roupa a lavar e agora enquanto aguardo que me venham buscar para almoçar, com um olho no burro e outro no cigano, que é como quem diz, olhando para o relógio e antes de dar um toque de brilho aos lábios, escrevo. Para respirar. Até já.
Quem me conhece bem (e a maior parte não me lê aqui) sabe porque é que esta música ainda me deixa um arrepio na pele. Nesse ano eu aprendi na pele o refrão que era bom era que intuíssemos desde que adquirimos a consciência de estar vivos. .
e hoje já caminhei 4 km, de manhã ninguém me segura. à noite estou ko como de costume. cheguei a sair de um jantar a meio alegando justo impedimento (que agora não me ocorre) para ir descansar para o sofá. sou única. e absolutamente banal - no melhor sentido :)
ainda não me consegui desligar do trabalho. está quase. a "inevitabilidade" dos mails profissionais e alguns assuntos pendentes que me mimosearam impondo-se como de última hora têm-me arrastado até ao computador mas o mundo não pára se eu me desligar uma semana dele, do mundo, do computador, pois não?
Por opção e felizmente este blog não espelha fielmente a realidade íntima da autora. Há momentos em que sou muito eu, a máscara atrás da máscara vague, sobretudo quando falo dos meus meninos e, nesse meu amor por eles, sendo imenso e incondicional, transparece a intimidade que me concedo espalhar por aqui, como rosas perfumadas acabadas de colher. O resto... o resto são olhares sobre o mundo, umas vezes factuais, outros mesclados com a imaginação e a atribuição de características que faço a determinada personagem que se cruza no meu caminho, mesmo que esse caminho seja o outro lado do passeio e o olhar não mais que um relance. A que propósito isto? Da noção de que não podemos colar o ambiente de um blog, o meu não de certeza, ao ambiente interior de uma pessoa. O blog é o blog, não é o registo da minha vida nem dos meus sentimentos.
ocasionalmente folheio o blog num misto de curiosidade por quem sou/fui por aqui e algum sentimento de auto-reconhecimento. no entanto, na maior parte das vezes vejo uma pessoa que não eu. não me interpretem mal; não cultivo o exercício ocioso de inventar personalidades para melhor me esconder expondo-me - o não ser eu tem a ver com estar aqui uma ínfima parte de mim cristalizada, por assim dizer, tão ínfima ou tão cristalizada que não me identifico imediatamente, antes me vejo como se de fora me visse. e neste ver de fora uno mentalmente pontas soltas e quase acredito que entendo alguma coisa de mim por tudo o que não está escrito e é tudo.
a palavra beanburger seria, para uma pessoa avisada, sinal de stop, mas para os distraídos é uma mais entre outras, escrita entre os vários menus do burger king. ao mastigar o hamburger de feijão, maldisse o meu lado lunático e prometi a mim mesma ler o menu da próxima vez.
é curioso que quase ninguém da minha vida material conhece este blog como sendo meu, a que escreve sob o nome de vague. a maior parte dos meus amigos lá de fora não é muito dado a escritas e creio que, por desconhecimento e inapetência, encara a blogosfera como passatempo inútil sendo que não me apetece explicar-lhes o inexplicável, que para mim escrever é como respirar e que tal como as plantas precisam de humidade e de orvalho para florir, assim sou eu. nestes posts e nos meus blogs não estou propriamente eu, não estou só eu e nenhum post me capta inteira, escapo-lhes sempre, avessa a categorizações, receosa talvez que alguém me consiga ler e entender e eu fique para aquela pessoa categorizável na prateleira X, o que vai contra a força vital, espontaneidade e lealdade a que presto vassalagem quando consigo ser eu, quando consigo ser maior do que eu. claro é para mim que tudo o que escrevo é auto-consciente do carácter público da blogosfera, pese embora eu utilizar um nick e o não o meu nome para assinar.
estou tão farta do sabor dos rebuçados para a tosse - os do Dr. Bayard - que começo a ficar seriamente preocupada com a perspectiva de desgostar de doces. deve ser triste uma pessoa olhar para uma bola de berlim e não sentir o desejo proibido de a possuir. it's insane! vou fazer limonada antes que piore.
Alergias. Tosse, tosse, tosse. Aerius. Codipront. Tosse a passar. Muito melhor da tosse. Quase boa. Mau estar. Falta de energia. Início de prostração. Tremo como se de uma pequena ressaca se tratasse, tenho pesadelos. Razão? Possível interacção com medicamentos sabe-se lá quais e aqueles possíveis efeitos secundários que não acontecem a não ser a 1 em 1000; eu sou excepcional, não se duvide, não faço parte dos anónimos '1000'. E páro medicação. Sinto-me melhor. Tosse espreita possível caminho livre e avança feroz, levando-me à quase exaustão física. E eu ou vou ao hospital hoje que não posso e não quero esticar a corda da garganta ou vou mesmo ao hospital hoje. Como é que se costuma dizer? Haja saúde (cof).
______ que em determinados contextos não me gosto de levar demasiado a sério; que não sendo uma personagem pública me posso dar ao luxo de ser intimista quando me apetece; que me disperso porque não gosto que me rotulem; que quando voo sou eu própria;
____que devíamos ter um cão para nos adorar e um gato para nos ignorar.
entendo que num blog, resultado como é de um egocentrismo aceitável e de um exercício de apetecimento, não existe necessidade de justificações de faltas nem de ausências e os atestados médicos ainda não são aplicáveis aos blogs.
no entanto sinto-me, nesta minha ausência de comentar, como estando um pouco em falta para convosco e ao mesmo tempo ausente do que se passa, de que falam, que pensam, do que riem.
o certo é que o tempo foge-me por entre a tentadora dispersão de vários assuntos em simultâneo, o timing de uma reorganização necessária e as habituais interrupções.
e eu, quando encontro algum tempo só para mim nas alturas em que o tempo se satura de si próprio e me invade com prazos, não visito ninguém. fico a sós comigo em luxúria, no prazer do reencontro ou na consentida e necessária alienação momentânea de um programa de televisão, ou - melhor ainda - de um filme.
além disso estou com uma simpática gripezinha e uma alergia primaveril.
e também a minha casa está com alguma desorganização que ameaça afrontar-me se eu não lhe deitar a mão rapidamente e o carro parece ter sido visitado pelo monstro das bolachas (cairam pois, o saco estava roto!).
what a wonderful week-end à volta da casa. socorro!