porque é que me lembrei do fio de ariadne não sei
ocasionalmente folheio o blog num misto de curiosidade por quem sou/fui por aqui e algum sentimento de auto-reconhecimento. no entanto, na maior parte das vezes vejo uma pessoa que não eu. não me interpretem mal; não cultivo o exercício ocioso de inventar personalidades para melhor me esconder expondo-me - o
não ser eu tem a ver com estar aqui uma ínfima parte de mim
cristalizada, por assim dizer, tão ínfima ou tão cristalizada que não me identifico imediatamente, antes me vejo como se de fora me visse. e neste ver de fora uno mentalmente pontas soltas e quase acredito que entendo alguma coisa de mim por tudo o que não está escrito e é tudo.

Norman Rockwell,
Triple Self PortraitEtiquetas: "qualquer coisa em forma de assim" a o'neill, egocentricidades