La marée haute
A cidade e as luzes
Desde que me lembro de mim que adoro Lisboa à noite. Não
a noite de Lisboa, mas
a noite, as luzes, o brilho, o mistério e a sedução das estrelas em cima das cidades. Chegar a casa vinda do céu num avião e reconhecer lá em baixo o Campo Pequeno a brilhar no escuro da noite é a perfeita ilustração de um
regresso, de um there's no place like home. I miss my wings...
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Bellagio
Lago Como
Um dia irei.
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Esta Lisboa
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parece outono outra vez
Folhas caídas no chão que o vento faz rodopiar em dança amorosa ou que aplaca até ficarem coladas à terra. Saio de casa de casaco quente e chapéu, abotoada de cima a baixo, mãos nos bolsos que o frio assim parece mais fácil de suportar. No chão o Outono derramado.
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Vou eu em viagem pelo
país real ou, noutra expressão banalizada pela publicidade, vou
para fora cá dentro, quando me deparo com este enternecedor burrinho, animal inteligente e sociável. Tão sociável é este que não ouso aproximar-me mais que a distância que separa na foto o fotografado e o fotógrafo.
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O

Entrei, à esquerda uma pequena galeria com diversos objectos expostos, quadros, peças feitas artesanalmente. Por debaixo dos pés a laje com inscrições, túmulos. Contornando uma parede o bar. Bar/restaurante/café, onde são (penso que ainda são) servidas pequenas e económicas refeições e cujas receitas revertem a favor da paróquia local.
Não sei se ainda é assim, penso que não faria sentido mudar, pois parece fazer parte da própria cultura local. A partir desse dia quando ia visitar uma Igreja fazia questão de me deslocar ao bar, almoçava, lanchava ou simplesmente ficava a descansar um pouco dos muitos quilómetros que me dava prazer caminhar diariamente. E em todas as que entrei, em todas encontrei um sítio simpático, acolhedor e económico. No entanto era a Igreja que fica em frente à National Gallery que tinha o bar mais cativante de todos que conheci ou pensarei assim porque foi o primeiro em que entrei, ao tropeçar na minha curiosidade e ao descer as escadas de pedra até à cave.
A propósito, lembrem-me de, quando for a Bragança, não perguntar onde é o
bar da igreja.Etiquetas: viagens
bar
Descobri o bar por acaso. Tinha feito uma primeira visita ao interior da Igreja e ao sair para fazer o reconhecimento da área circundante, deparei-me com um lance de escadas que desembocava num pequeno átrio e numa cave. Eu, curiosa como o tigre antes de ser sedado, desci.
(Cont.)
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da
Achei interessante o conceito que em terras de Sua Majestade Queen Elisabeth é aparentemente comum. Depois desta revelação cultural e tendo gostado da experiência, em cada Igreja em que entrava perguntava onde era o bar.
(Cont.)
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Igreja
Há uns anos atrás e pela primeira vez entrei no
bar de uma igreja. Estava a gozar umas longas e merecidas férias e, à solta em Londres, qual tigre em Azambuja, entrei na
Igreja de St. Martin-in-the-fields.
(Cont.)
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