Porque não a conhecendo me sinto feliz por ela - e por nós - e porque a inteligência e a excelência devem ser premiadas nem que seja apenas com uma observação num blog anónimo.
Admiro as pessoas que em qualquer trabalho são dedicadas, exigentes, briosas. E Portugal tem pessoas com muito bons neurónios:)
Não é só 'lá fora' que há pessoas de elevado valor. É aqui, ao nosso lado, e eu desejava que estas notícias tivessem mais tempo de antena nos telejornais violentos e viciantes de futebol e crime que nos servem à hora do jantar. Uma televisão, sobretudo se pública, tem o dever de promover a excelência, de dar exemplos, de abrir janelas ao mundo, de desmistificar o futebol e o drama de faca e alguidar e ser um veículo privilegiado de cultura (e de cultura falo noutro post, quando voltar).
A bioquímica Luísa Pinto, agora no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho, é a primeira autora de um artigo científico que anuncia a descoberta de um gene importante na formação dos neurónios. Publicado na última edição da revista “Nature Neuroscience”, o artigo diz que o gene – chamado AP2gamma – desempenha um papel essencial no desenvolvimento dos neurónios do córtex visual, onde se processa a informação visual.
"Resolver uma equação. Compor uma sinfonia. Escrever um romance. Ganhar uma partida de xadrez. Inventar a cura para uma doença rara. O que têm todas estas situações em comum? São átomos de uma anatomia complexa: a inteligência. E, contudo, não me lembro da última vez que resolvi uma equação, não me sinto capaz de compor uma sinfonia, não me interesso pelo xadrez, sinto-me ainda longe de escrever um romance e muito mais ainda de encontrar a solução para uma doença rara. Nunca tinha pensado nisto desta forma e começo a ficar inquieto: serei menos inteligente do que pensava? Como podemos aferir a nossa inteligência?" (Continuar)
Se para mais nada servirem as redes sociais, eu direi que cumprem funções superiores a quaisquer outras quando unem as pessoas em esperança e humanidade e chegam à ousadia de salvar vidas.
Practise general preventive measures for influenza to prevent infection:
- avoid close contact with people who appear unwell and have fever and cough; - wash your hands with soap and water thoroughly and often; - practise good health habits including adequate sleep, eating nutritious food, and keeping physically active.
Pertinente e esclarecedora a observação do Dr João Lobo Antunes quando questionado por Rodrigo Guedes de Carvalho sobre a oportunidade de um referendo a uma legalização da eutanásia: neste momento não. Primeiro devem os Cuidados Paliativos ser alargados e respeitados e incentivados. Totalmente de acordo.
"Electrodos implantados no cérebro revertem paralisia"
Ana G., obrigada por nos trazer estas notícias, que um dia foram apenas sonhos, mas que tanta força tinham - e têm - que hoje quase dobram o Cabo da Boa Esperança - ou das Tormentas. Bem hajam todos os que ajudam a dar vida aos gestos perdidos no esquecimento das células que desconectaram. Um sinal de cada vez maior esperança que sempre me comove!
Nuno faz parte da minoria que teve um acidente vascular cerebral e sobreviveu para contar - ou ouvir contar por ele. Mudou-lhe a vida. Depois do AVC. Podia não ter havido depois. Podia ter sido antes.
"São muitos os exemplos de inovação e excelência na medicina em Portugal.
Fomos conhecer algumas dessas histórias".
Começa assim o excelente! artigo de Nelson Marques no Expresso de 11 de Outubro/08. Permito-me destacar alguns exemplos elucidativos da excelência que existe na comunidade científica portuguesa (os textos fragmentados que a seguir selecciono são da autoria do referido jornalista).
Projecto "Hospital at home" - pneumologista João Carlos Winck. Trata-se de um novo conceito, pioneiro na Europa, de cuidados hospitalares em casa que permitiu já dar alta hospitalar a cerca de centena e meia de pacientes que sofrem de insuficiência respiratória. Tal como o austríaco, muitos encontravam-se traqueostomizados, isto é, ligados a um ventilador através de um orifício aberto na traqueia.
Investigação de translação - urologista Francisco Cruz. O projecto, que despertou já o interesse de profissionais de vários países - do Brasil, Cuba, Israel, Espanha e Itália, entre outros, chovem pedidos para a realização de visitas e estágios de aprendizagem -, é apenas um dos exemplos que contrariam o pessimismo instalado sobre o sector da saúde em Portugal. De norte a sul do país, há hospitais, médicos, empresas e investigadores que apostam na inovação para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. São pinceladas cor-de-rosa num quadro insistentemente pintado a negro. A urologia é um dos um dos poucos serviços hospitalares que, na sua opinião, pratica o novo conceito de investigação de translação."No fundo, é fazer a ponte entre a investigação básica e a investigação clínica, para permitir uma aplicação mais rápida nos pacientes do conhecimento que se adquire no laboratório", afirma o médico.
Bial - O principal grupo farmacêutico nacional investiu mais de 250 milhões de euros nos últimos 15 anos para conseguir lançar no mercado mundial o primeiro medicamente de raiz inteiramente portuguesa. O feito será conseguido com o Zebinix, um anti-epiléptico que ultrapassou já a última fase de ensaios clínicos, faltando apenas a aprovação das autoridades europeias e americanas para que possa chegar ao mercado, algo que está previsto para o próximo ano. Depois do Zebinix, a Bial prevê poder lançar até 2020 mais quatro ou cinco novos medicamentos, entre os quais um novo antiparkinsoniano e um novo anti-hipertensor. Para reforçar a sua aposta na procura de novas soluções terapêuticas, a empresa inaugurou em Fevereiro o seu novo departamento de investigação e desenvolvimento, que constitui o primeiro laboratório de investigação farmacêutica nacional com uma unidade de Farmacologia Humana. O investimento de seis milhões de euros num espaço com 2000 m2 e 20 camas de internamento faz da Bial a única empresa portuguesa com capacidade de realização de ensaios clínicos de Fase I, em humanos saudáveis.
Centro de Genética Clínica (CGC)- Fundado em 1983 por Purificação Tavares, o CGC foi o primeiro laboratório privado de genética do país, sendo responsável pela introdução do rastreio pré-natal. Hoje, é uma referência mundial na sua área, muito por culpa do forte investimento que tem realizado no diagnóstico de doenças raras. Foi pioneiro, por exemplo, na realização de testes de detecção da Síndrome de Alström - uma doença hereditária muito rara caracterizada pela cegueira progressiva, obesidade, diabetes, problemas auditivos e renais, entre outros -, sendo actualmente o único que efectua análises da Síndrome de Fraser e um dos dois que estuda a Síndrome de Cohen, duas outras patologias genéticas raras. Ao todo, são realizadas no CGC análises para mais de 1500 doenças, solicitadas por todos os hospitais públicos nacionais e por muitos privados, bem como por algumas dezenas de instituições estrangeiras, incluindo dos Estados Unidos, Canadá e até Arábia Saudita. O CGC encontra-se actualmente em fase de instalação em Espanha e prepara a sua expansão aos Estados Unidos, que deverá acontecer no início do próximo ano.
Serviço de Transplantação Hepática dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) - Fernando José Oliveira. Foi aqui em 1995, se realizou o primeiro transplante sequencial, ou em dominó, da história. Trata-se de um procedimento em que um dos pacientes recebe um fígado de um cadáver e doa o seu a outro paciente. Há dois anos,o serviço voltou a atrair os holofotes da comunicação social, com a realização do primeiro - e único até ao momento - transplante hepático em Portugal com dador vivo em adultos.
Hospital Egas Moniz - Serviço de neurocirurgia. Absolutamente inovador é o trabalho de Carlos Lima, um patologista e cirurgião do Hospital de Egas Moniz. Ele vem realizando, há já vários anos, um tratamento potencialmente revolucionário para os tetraplégicos, usando células da mucosa olfactiva do próprio paciente que são transplantadas na zona lesionada da espinal medula.
Cecília Arraiano, bióloga portuguesa, foi eleita esta quarta-feira, 15 de Outubro, membro vitalício da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO). Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa e doutorada em Genética pela Universidade da Geórgia, Cecília Arraiano é responsável por um grupo de investigação que estuda o papel da maturação e degradação do ARN (ácido ribonucleico) na regulação da expressão génica. Cecília Arraiano torna-se o sétimo português a integrar a Organização, que conta entre os seus membros com 45 prémios Nobel.
Uma agência de viagens para pessoas com dificuldades de mobilidade
A agência Accessible Portugal abriu portas esta quinta-feira em Lisboa (10/07/2008) apesar de já funcionar há três anos na Internet, principalmente com turistas estrangeiros que querem conhecer Portugal.
«Uma agência convencional pensa apenas no transporte e nos quartos de hotel. Nós temos de ter em conta uma série de outros detalhes. Fazemos previamente todo um trabalho de campo, de forma a assegurar que há casas de banho adaptadas nos hotéis, restaurantes e ao longo do passeio, para termos a certeza que os locais que vamos visitar são completamente acessíveis, etc. Para além de tudo isto, alugamos material de apoio ortopédico, de forma a garantir ao cliente todas as condições no local de destino, evitando que tragam todo o material no avião». (...)
A ministra da Saúde Ana Jorge anunciou hoje a comparticipação em 95% dos medicamentos opióides, para tratamento da dor em doentes oncológicos em geral e dor considerada grave ou moderada no caso de doentes não oncológicos.
Saúdo neste anúncio o reconhecimento, dentro das prioridades do SNS, da temática "Dor". Dentro desta linha refira-se a existência de consultas de Dor em alguns hospitais e a necessidade de sensibilização para a premência de Unidades de Cuidados Paliativos. Um tema a explorar um destes dias.
É como eu fico daqui a nada. A fazer o trabalho de quase duas pessoas, ando submersa em papéis, o que vale é que sou uma vague que sabe nadar e se organiza bem, isto é para logo, isto é para ontem, isto não sei sequer se é. Tenho pedalada - não tenho é tempo. Mas isto vai mudar, ó se vai: tiro as pilhas ao relógio e rasgo o calendário e acabou-se a ditadura.
Nota: Para que conste, tenho solidariedade para com as vítimas de esquizofrenia. É uma doença estranha que se apodera da mente da vítima e a segue. E destrói os outros à volta. Oxalá a Associação Encontrar+se ajude na des-estigmatização desta e de outras doenças mentais.
.........................................~...................lança campanha associada à música para combater o estigma da doença mental.
Projecto concebido por Zé Pedro Reis (Xutos) em parceria com a Paula Homem e o Pedro Tenreiro tem a sua primeira edição já na próxima Quinta-Feira.
No passado mês de Outubro a Encontrar-se - Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave- lançou uma campanha de sensibilização para travar o estigma da doença mental. Desenvolvida em parceria com a agência criativa Loewe e com a agência de meios Tempo OMDa campanha decorre em duas fases e tem com principais objectivos
- iniciar um processo de sensibilização do público para as doenças mentais, através de um projecto positivo e construtivo que se desenvolverá de forma continuada no tempo;
- contribuir para a gradual substituição dos estereótipos ligados à doença mental que contribuem para a discriminação e isolamento das pessoas que sofrem directa e indirectamente de doença mental, no sentido de melhorar as atitudes de que são alvo;
- promover o aumento do conhecimento da natureza das doenças mentais e alternativas de tratamento, no sentido de incentivar a atempada procura de tratamento e o aumento de esperança daqueles que sofrem directa e indirectamente de doença mental e possibilitar, com base na informação referente à natureza das doenças mentais e alternativas de tratamento, a gradual diminuição do peso associado à doença mental, no sentido de facilitar a vivência, directa e indirecta, desta realidade.
A segunda fase desta campanha tem inicio já no próximo dia 10 de Janeiro com o lançamento do movimento UPA - – Unidos para ajudar, cujo mote é “Levanta-te contra a discriminação das doenças mentais”. Nesta fase o movimento UPA aposta num projecto de associação à música portuguesa.
Todos os meses, a partir de Janeiro do próximo ano, duas personalidades marcantes da nossa música irão colaborar na gravação de uma canção alusiva aos temas propostos pela Encontrar+se, tendo sempre como ponto de partida duas palavras (ou atitudes...) antagónicas, procurando desta forma alertar para a necessidade de uma mudança de mentalidades na forma como a doença mental é encarada entre nós. Serão dez temas que, um a um, mês após mês chegarão até nós.
DATA, TEMA, MÚSICOS, GRUPOS
Janeiro 2008 DISCRIMINAR / INTEGRAR Xutos e Pontapés / Oioai
Fevereiro 2008 NEGAR / ASSUMIR Rodrigo Leão / J.P Simões
Março 2008 SEPARAÇÃO / UNIÃO Camané / Dead Combo Abril 2008 MEDO / COMPREENSÃO GNR / The Gift Maio 2008 CULPA / TOLERÂNCIA Sérgio Godinho / Xana Junho 2008 VERGONHA / ACEITAÇÃO José Mário Branco / Mão Morta
Julho 2008 DEPENDÊNCIA / AUTONOMIA Cool Hipnoise / Tiago Bettencourt
Agosto 2008 OFENDER / RESPEITAR Paulo Gonzo / Balla
Setembro 2008 DESESPERO / ESPERANÇA Mariza / Boss AC
Outubro 2008 SOLIDÃO / FRATERNIDADE Jorge Palma / Clã
O projecto foi concebido pelo Zé Pedro Reis (Xutos) em parceria com a Paula Homem e o Pedro Tenreiro, e terá a direcção artística e produção de Nuno Rafael, conceituado músico e cúmplice habitual de Sérgio Godinho. Paralelamente serão feitos videoclips (30’) da música, e um cartaz com uma ilustração do tema do mês. Sempre que mensalmente se inicie a divulgação de um tema, é intenção da ENCONTRAR+SE disponibilizar em formato digital o mesmo no seu site, sendo esta uma forma de atrair as pessoas ao site onde se disponibilizará informação complementar sobre diferentes temas ligados à doença / saúde mental (fichas informativas, links, entre outros). “O UPA procura, de forma responsável e alegre levar as pessoas a dar o pequeno passo que fará toda a diferença no entendimento e aceitação das doenças mentais. Este “levanta-te contra” é tanto dirigido às pessoas que não aceitam, adiam, negam e vivem em sofrimento por causa de uma doença mental, como para qualquer um de nós que ainda lida mal com esta realidade.” Filipa Palha - Coordenadora do Projecto Encontrar-se Sobre a Encontrar-se A “ENCONTRAR+SE” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de utilidade pública, sem fins lucrativos, que surge da necessidade de desenvolver soluções para as dificuldades encontradas no desenvolvimento, implementação, avaliação e investigação de respostas adequadas às exigências próprias da reabilitação psicossocial da pessoa com doença mental grave. “A estigmatização dos doentes mentais continua a ser uma realidade. As pessoas doentes ou diminuídas mentais confrontam-se com medos e preconceitos que aumentam o seu sofrimento pessoal e agravam a sua exclusão social” (Livro Verde sobre a saúde mental, 2006).
São números brutais e preocupantes se para além deles tivermos em atenção ser o AVC a maior causa de morte em Portugal. E sendo um dos principais factores de risco a idade, é de atentar com cuidado no facto de nos últimos anos ter vindo a atingir pessoas cada vez mais novas. É assustador...