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La marée haute
quarta-feira, outubro 21, 2009
  Faits-divers



Enjoy The Little Things
by Karen Tribett

1) Que Saramago está senil, concordo, Luís. Não é grave, pode acontecer a qualquer um.
A desonestidade intelectual que ele atribui aos outros que não pensam como ele é que me parece abusiva, e digno de reparo é a natureza deste tipo de golpe publicitário, eivado das características que S. atribui a Deus. A inveja e o rancor. É assim que vejo este nobelizado escritor. Se é bom ou mau ou alguma coisa algures por aí não sei. A mim nunca me tocou particularmente e agora muito menos, em coerência comigo própria. Não proclamo isenção, já agora.
Gostei de nos meus 15 anos ter lido o Memorial e há 2 aquele livro sobre o fim da morte, está ali na estante, As intermitências ou algo assim.
É um autor que nunca me fez vibrar. E isso é algo de puramente pessoal, é como a química nas relações. Quero lá saber que tenha ganho o Nobel - a maior parte dos Nobeis eu certamente não li.

2) Maitê Proença - uma espécie de desilusão. Enfim, publicidade gratuita à senhora. O que reparei quando passei os olhos na diagonal nos comentários dos leitores de jornais foi a falta de civismo de muitos deles. Sim, ela esteve muito mal. Mas caramba. Tem que se pôr o pai e a mãe ao barulho? Senti ali também alguma (muita) invejinha. Afinal é uma mulher linda e esplendora nos seus 50 anos. Se estava a pedi-las? Estava. Ficava-lhe bem ter sentido de oportunidade e civismo. Mas os comentários... bom alguns são de um calibre tão boçal que definem - sem dúvida - quem os profere. Mas que interessa, são comentários anónimos, não comprometem ninguém e cumprem eventualidade uma função psico-social.

3) Gostei da forma inteligente e cordial como Cavaco Silva declinou o convite dos Gato Fedorento. Desapontar-me-ia se tivesse aceite. Como me desapontou a explicação atabalhoada sobre as escutas a Belém. Não percebi nada e neste momento tenho mais que fazer e que pensar. Sei lá, se vou comprar botas novas, se no fim de semana faz chuva ou sol, coisas assim.

4) Há pessoas que ou se amam ou se odeiam. Odiar é palavra forte, indiferença define melhor o que (não) se sente por certas pessoas.

5) O vermelho das unhas secou, tomar comprimido, dormir até de manhã, acordar repousada. Um sonho: dormir bem.


Clock Chime
by Alan Buckle

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Comments:
faz de conta que já é de manhã, por isso espero que tenhas como uma "bébé", Vague.

tantos assuntos num só post...

claro que abusei na senilidade do Saramago, Vague, mas irrita-me esta gente que age como se fosse dona deste e doutro mundo, embora proclame a liberdade, até a de dizer os disparates que lhe apetece, desrespeitando a liberdade dos outros...

além do "memorial", li o "evangelho" e também aquele pequeno livro de memórias (não me lembro o título. tenho ali na estante o "ano da morte de Ricardo Reis", mas ainda não tive coragem de lhe pegar...

acredito que a reacção de uma boa parte do mundo em 1998, foi a mesma que tive este ano com a senhora (não me lembro de ouvir falar dela...) que venceu.

da maitê, achei aquilo tão estúpido e sem graça, que se deixou alguém ridicularizado, foi ela.
gostei ainda menos do perdão hipócrita que ela, com medo de perder espectadores e leitores do lado de cá...

Cavaco fez o que tinha a fazer...

unhas vermelhas, humm...

espero que tenham sido bons os sonhos os que sonhaste.
 
Há vários pontos:

A senilidade é uma condição humana. Se vivermos tos anos, um dia poderá acontecer-nos a nós.

O lamentável no Saramago tb não é o conteúdo do livro, não li.


O lamentável está antes: nas declarações proferidas qdo da apresentação do livro. Manobra de publicidade ou não, foi péssima e reveladora da estreiteza de pensamento, do fundamentalismo. Ou não. Se ele não tivesse dito o q disse, o livro passaria despercebido. Excelente promoção.
 
Eu tenho cá para mim que já é a Pilar que escreve os livros dele he he. No meio disto tudo como é que alguém que não acredita em Deus, pode dizer aquelas coisas acerca dele. Se nao existe, não há nada a dizer... ou seja, não tem características (sejam boas ou más) que se lhe possam apontar, certo?
A Maitê merece um desconto... ou uma cuspidela, ainda não me decidi he he
Os Gato Fedorento não fazem parte da minha escolha televisiva. Cada vez lhes acho menos graça.
Há pessoas que têm mesmo que ser odiadas, a indiferença às vezes não basta.
Tenho que tirar o meu bourdeaux das unhas, já cá está à uma semana e aguentam-se mas as beirinhas começam a escamar e não gosto nada disso :) É o que faz andar sempre na cozinha!!
 
também já pensei nisso, "Ameixa"...

vais ver que quando ele morrer, ainda surgem por aí uns inéditos, "pilados"...
 
Bem visto, Ameixa, Até pareces psicóloga :)

Como é q se pode negar tanto alguma coisa e ao mesmo tempo falar tanto dela? Quem não gosta não come e é indiferente :))
Mas o Saramago não é indiferente, pois não! Aliás Deus, o tal que não existe faz-lhe mossa.

Qto ao conceito de 'Deus' - bom, o meu é tão vasto, pessoal e universal que admito q se chame Deus a qualquer coisa de intangível q nos toca, chama e dá força. Talvez seja a força interior dentro de nós, uns chamam Deus, outros chamam força interior, chama intensa e por aí fora. Outros dão-lhe outro nome. Mas q importa. Por curiosidade acaso assisti a cultos de outras religiões, nomeadamente a anglicana e a Adventista.
E sinto afinidade c/ os conecitos de budismo q conheço. Não preciso de definições q me enclausurem.
E a religião é algo puramente pessoal. Há q respeitar as visões dos outros, sendo q a nossa liberdade de expressão deve chegar até ao limite do outro. Senão, a coberto da endeusada liberdade de expressão, cometem-se crimes e dizem-se barbaridades. Eu posso chamar-te os nomes q quiser, pq sou livre de o dizer e tenho liberdade de expressão, é? Não :)

__Acho q a liberdade de expressão é um conceito/atitude responsável e responsabilizável e só nesse sentido faz jus aos seus princípios.
 
Este assunto vai às nossas entranhas e por isso é tão rico como tema. Para mim, esta discussão mostrou muita coisa, mas o essencial está aqui:
1 - o país é saloio. Não entende que cada um é livre de dizer o que entende. E sem barreiras, Vague. As barreiras são as que a lei determina e só essas( o bom nome de alguém, de uma pessoa, não o de Deus, que não é um sujeito para estes efeitos);
2 - O Saramago é o que é; é lá com ele. Todos nós somos o que somos.;
3 - O que se poderia discutir era a ideia que ele lançou. Deus é mau? Acho que sim, por isto...; Acho que não, por aquilo...... O resto são lateralidades e fazem-se logo fogueiras. Vê-se bem que andou por aqui Inquisição.
4- Para meu desencanto, em termos de figuras públicas foi logo um de um partido com que até simpatizo - e que sei que é uma pessoa superiormente dotada - que fez a pior figura. A Inquisição andou mesmo por aqui....e até chegou aos Açores ( ele é açoriano)
 
Afonso, folgo em lê-lo.

O q saliento no Saramago é a sua falta de honestidade intelectual.
Se me conhecesse saberia q eu não alinho em maiorias q cilindram quem foge dos esterótipos convencionais/convenientes, etc.

Chateia-me a uniformização, a linha rígida, a reverência ao 'grande líder' seja ele qual for.

ah pois é mas não estamos a falar de mim.

Eu acho q discutir se Deus é bom ou mau não vem ao caso, é secundário mesmo. A desonestidade é desenterrar de um livro a sua literalidade, retirá-lo do contexto. Esperava mais de um homem culto. Por isso mais me choca aquilo q chamo de 'desonestidade intelectual'.

'Chocar' é palavra forte. Não, não me choca. O q ele diz é gratuito e envolve nitidamente um propósito comercial. Liberdade de expressão? Pois tem-na toda. Não acho q deva ser amordaçado. Acho q S. devia mostrar mais cultura e mundo e abrangência - se efectivamente possui essas 'características'.

Acho q aqui misturou-se mta coisa e a forma como ele decidiu promover o livro dava pano para mangas q vão para além da mera paixão/adesão a um autor.

Se fosse um autor q eu 'amasse' a dizer o q S. disse - bom, acho q pensaria da mesma forma, embora introduzisse a questão referindo o meu apreço por esse autor.

O a mostra q não acredito mt em fundamentalismos e prezo a liberdade de pensamento e expressão. Nem tem se calhar a ver com limites ou não limites da liberdade de expressão. Tem a ver com seriedade e consciência crítica na abordagem dos temas.


Esse para mim é o cerne da questão.
 
Mas quem vai saber se ele foi desonesto intelectualmente. A Vague tem mesmo a certeza que ele foi desonesto? E que o que quis foi vender livros? E porque ficamos "chocados" com a interpretação literal? Não é também uma das interpretações? Olhe, que durante muitos séculos era essa a interpretação da própria Igreja e só deixou de sê-lo qdo esta se foi modernizando.

Assuntos de Deus são assuntos em que ninguém tem A Razão.Todos a têm. Não há aqui um Laboratório para provar qualquer Tese ou Antitese.
Foi boa esta discussão no seu blog.
 
Este é um campo em q a Lógica está arredia, Afonso.

Se eu tenho a certeza q ele está a ser desonesto? Tenho :)


Sob o ponto de vista da consciência crítica, claro q é desonesto, pq está a partir de pressupostos errados e sabe-o bem.
Está a usar a Bíblia para se promover e ao livro. E depois, aqui d'el rei q em Portugal não se pode dizer nada e eu tadinho tão inocente, só escrevi um livrinho :))

Afonso, haja paciência. Vc é um homem inteligente e culto e sabe bem o ponto onde quero chegar. Uma interpretação literal e descontextualizada não é séria.

Valha-me Deus.... : )
 
Pronto, Valha-me Deus e a virgem Santíssima se você não tem razão.Risos.

Cruzes, canhoto

Ai credo

Arreda Satanás
 
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