O Estranho Caso de Benjamin Button
O estranho caso de Benjamin Button, de David Fincher.

Baseado num livro de F. Scott Fitzgerald, que desde
O Grande Gatsby, passou a ser um autor referencial meu. Como será o livro? Não o vou procurar, a não ser que ele se me atravesse à frente como o destino quando nos apanha na curva.
Passei as 3 horas do filme a chorar e a enxugar discretamente as lágrimas fingindo mexer no cabelo. Não me apetece alongar em dissertações sobre lágrimas e filmes - ando muito pouco de escrever e de ler seja o que for, blogs e livros (apesar de sentir uma feroz necessidadade de o fazer, raio de letargia a resolver com tempo? e sossego).
Eu vi o filme. Eu
amei o filme. Eu senti o filme. E o curioso é que no meio de todo o fantástico, no meio do inesperado, acontece magia, beleza, possibilidade e acaso. Os acasos, o destino. A fabulosa ideia de um relógio que anda para trás para mudar o futuro e uma fresta do tempo ao contrário por onde entrou um ser humano que tinha de nascer.
Tem tanta fantasia e (no entanto) faz sentido, toca nos limites.
Um soco de leve no estômago quando Cate Blanchett diz a Brad Pitt: "Todos acabamos de fraldas". E o estômago faz e desfaz um pequeno nó.
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