O desespero de um certo tom laranja

Michael Bird
É quase com vergonha que digo que sou do PSD porque não me identifico de todo com a actual direcção e os seus critérios morais dúbios. O
caso Fernanda Câncio é mais uma gota que está à beira de me fazer transbordar o desinteresse. Mas afinal - que raio! - a jornalista não pode ter um relacionamento com o PM sem que isso acarrete suspeições de favorecimento ou violação dos deveres de reserva e confidencialidade? O que querem que ela faça? Que desista de ser jornalista e passe a estar em casa a coser as meias e preparar o jantar para o maridinho? Não há pachorra para tanta burrice e tantas palas nos olhos (os animais burros que me perdoem, pois bem vistas as coisas é a eles que eu estou a ofender).
Que disparate que não tem ponta por onde se pegue. Acabei de ler um artigo no
Expresso sobre o tema e congratulo-me por existir razoabilidade e bom senso na apreciação do caso por parte das entidades competentes, que são unânimes na constatação de falta de fundamento das acusações do PSD. É por estas e outras igualmente tristes, parciais e subservientes que a política
pode ser uma coisa degradante e vil, uma
pequena política, de mesquinhez no raciocínio e despudor na argumentação.
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