Tento encher os pulmões com o ar do rio. Faço um esforço para encher o peito da maior quantidade de ar possível, até que deixe de doer. Até que o nó contido e emaranhado se desfaça ou aligeire. Respiro profundamente. Olho o mar nos olhos e vejo reflectidos os teus azuis tão brilhantes. Vou ver-te. Vou ver um filme. Vou respirar fundo tão fundo e tanta vez que de repente toda eu seja por dentro ar e serenidade. Vou ver-te. Vou apagar isto que escrevi. Mas não apago, eu sei. Quase nunca (me)apago ou corrijo quando escrevo. Não? Mas se eu mexo no texto até o sentir perfeitamente meu, respirando ao meu compasso... Vou respirar de novo. Vou pintar as unhas de vermelho ou de nada. Vou fazer Enter.