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la marée haute
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
  A cadeia dos 10 livros ou a prisão domiciliária que não aproveito

O Cap passou-me a corrente d'Os 10 livros que mais nos marcaram. Segue uma amostra incompleta porque estes livros não me definem nem me aprisionam.

A Bíblia seria o livro que levaria para a tal ilha deserta. Porque me ajudou a respirar fundo em alturas sombrias.

_____E se os indígenas das ilhas desertas me permitissem passar na alfândega com mais 9 livros além da Bíblia, seria assim que comporia o meu


..........................................cestinho


O fio da navalha, de Somerset Maugham. Li-o há um bom par de anos e ajudou (?) a desfazer a ideia romântica de que o amor pode ser superior a tudo. Na verdade não tem de ser necessariamente assim. É um livro belíssimo e Mr. Maugham é um autor maravilhoso.

Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez. Aquele início simples e arrebatador. Aquele entrar na história a pouco e pouco. Aquele não conseguir parar de ler e manter o interesse até ao fim. Tanto mundo.

A família, de Mario Puzo. Um retrato que quase me doeu de uma época violenta da história, onde o que mais contava era o poder. Político, económico. O amor subjugava-se-lhe, a morte acontecia sem pudor. Lutas fratricidas, ódios de gerações e, claro, amores impossíveis.

Pássaros feridos, de Colleen McCullough. Peguei nele sem grande fé e acabei por ficar rendida a uma Austrália imensa e a um encantatório amor. Não foram felizes para sempre mas foram intensamente felizes e aposto que Meggie não se arrependeu uma única vez de ter escolhido, entre todos os homens, o padre Ralph.

Paula, de Isabel Allende. Uma história pesada e autobiográfica que foi uma catarse para a autora, na medida em que descreve episódios e sentimentos vividos durante a fase da doença e morte da filha. O meu sentido de oportunidade fez-me lê-lo em longa convalescença
que já passou.

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. A coragem de ir contra as regras e de fugir do medo.

O rosto de Deus, de Ana Teresa Pereira. Imensa. Escrita intensa e fluida e uma atmosfera irreal.

O fim da aventura, de Graham Greene. Sempre o amor.

Três homens num bote, de Jerome K. Jerome. Porque é um dos livros mais divertidos que alguma vez li.



A quem vou passar isto, hum? Voluntários, cheguem-se à frente!
Vanus, aproveita esta oportunidade para te voluntariares :)
 
Comments:
Por incrível que pareça, uma vez que sou péssima "no passa aí", já me cheguei aqui
http://doidoevanus.blogspot.com/2007/09/bem-maria-rvore-desafiou-me-para-nomear.html

Por isso, ou podes susbtituir o meu link para veres a maré a passar, ou então, agora só se for nalguma coisa do género musical é que me voluntario à força (mas primeiro tu :p).

Engraçado, que os que eu li dos teus, tirando o fio da navalha que já o li depois de ver o filme e perdeu o impacto, nenhum deles me fez click :)

Mas, os livros dependem sempre de quando e como os lemos. E obrigada na mesma :)
 
:))
O link fica aí como prova do que quer que seja, Miss V :)

Não me canso de dizer que o bom de haver o 'eu' e o 'outro' é q nos treina para o respeito sincero e para a abertura saudável à diferença de abordagens e perspectivas justas, e isso é q nos enriquece e humaniza :)
 
Olá, Vague... tanto tempo! e vim descendo, até aqui. Aos livros. Não sei se aproveito a corrente (risos) mas quero partilhar duas «marcas»: Pássaros feridos e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
E fico a pensar....
beijos.
 
LN, é verdade, tenho andado errante e arredia, será que depois dos 3 anos de blog se entra numa nova fase? Não, acho q é por ser Verão :)

São livros que: um deixa-nos a sentir e outro obriga-nos a pensar...

beijos **
 
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