" Certas mulheres - dizia-me, momentos depois, Zanardini, a quem eu referira a minha surpresa e com quem, uma vez mais, saíra, ao deixar o Palácio Altieri - certas mulheres têm necessidade de mudar de alma, como mudam de vestido. A mentira é um vestido como qualquer outro - e se elas sabem procurar o fato que em certa hora mais nos agrada, como estranhar que saibam procurar a mentira que mais nos seduz? Se a mentira não vestisse as mulheres, de que as vestiria a nossa fantasia? "
As mulheres e as cidades Augusto de Castro
publicado por vague às 23.12.06
Comments:
Esta augusta alarvidade revela o pensamento do autor, da personagem ou! de quem a publica?
ah! q não descobriu a ambiguidade de onde eu posso defender uma coisa e o seu contrário! :P
O nome que dei ao texto é "mentira". E mentira tanto pode ser o meu comentário ao que vem escrito no texto...como pode ser o título repescado dentre as palavras, tal como fiz no post anterior.
Já sei a sua opinião sobre - acha que é mentira :)
Acho que a patacoada posta na boca da personagem por um autor que, neste contexto, não sabemos o que pensará foi usada por quem publica como muleta/ironia para uma ambígua proposta de reflexão - é um pensamento extra-exegético (?) e pode ser, depois de declarada, uma diversão incerta.
Fiz uma ambígua proposta de reflexão, diz vc. Não acha q nessa ambiguidade (concordo com o emprego da palavra) está encerrada a vastidão? Cada um que interprete como entender. Não quis dar coordenadas nem expôr a minha opinião. (O meu pensamento vai além da interpretação que faço do texto exposto, como?)
Não me responda que isto já está suficientemente complicado assim e estou sem cabeça para filosofar :)