molas de várias cores
Depois da radiosidade de Greta Garbo no post anterior é quase profano escrever. Quisera, se terminasse hoje o blog, fazê-lo assim, com essa imagem de alegria. Talvez acrescentasse uma adenda, duas, três, as que me satisfizessem o suficiente até estar tudo dito. O melhor disto tudo da escrita, é que nunca está tudo dito, e mil páginas podem não ter tanto sumo como um bom texto ou uma imagem, que conta uma história, de preferência sem legendas.
E de que falarei eu hoje, pergunto-me. Posso falar de como o que nos rodeia, por habitual e quotidiano, nos pode fazer esquecer da sua beleza. Neste sábado, acordada antes da manhã, saí e dei uma volta a pé pelo meu bairro. E como está bonito. E dei por mim a prestar atenção às ruas arranjadas, às lojas novas, a cafés onde nunca fui, ao papel pespegado numa porta que diz 'dão-se aulas de piano'. E voltei a casa por outras ruas, redescobrindo a cidade, quebrando q rotina e quase caindo num canteiro de flores por causa das inúteis sms's que combinam os encontros entre amigos. Olhava para o tlm e por acaso, antes da eventual queda, reparei que dali a um segundo, ia ter falta de
chão. Salvei-me a tempo e nesse momento, coincidência, embrenhada no casaco quente e no frio da manhã, uma ideia clara, certa e ágil como um relâmpago atravessou-me o espírito, feliz, serena, inesperadamente segura:
Vou realizar todos os meus sonhos.Lá em cima, numa varanda qualquer, peças de roupa dançavam no vento.