Mimo
É bom ser mimado, mimar. Alguém que está nas minhas memórias de vida disse-me, um dia com carinho,
Do que mais gostas é de mimar e de ser mimada.É mimo, carinho de que precisamos mesmo quando nos afastamos. Tantas vezes o afastamento é inversamente proporcional à necessidade de mimo. E também tantas vezes os outros têm medo de se aproximar de nós, porque não sabem, não sabem como chegar, porque entendem o nosso silêncio como rejeição, indiferença, o querer estar só e enfiada na concha. E não é.
Nem sempre se consegue verbalizar os silêncios cheios, porque são muitos os pensamentos, apesar da aparente placidez, porque nos esgotam, porque certas circunstâncias da vida nos parecem aterradoras quando acontecem. Falo por mim que tenho dificuldade em verbalizar o que me inquieta. Aqui não vou falar disso, lá fora tantas vezes não consigo, nem com os amigos reais, incluindo os virtuais que já não são virtuais.
Quis escrever isto para não ficarem presas estas palavras neste silêncio com que luto para não cair no abismo do eterno círculo e porque um post azul me inspirou e verbalizou muito do que é meu, apesar de cada um falar de si e por si.
E para ti segue via expresso
o meu mimo.