duas almofadas
arroz de passas
arroz doce
canela
sangria
maquilhagem, roupa, brincos, pijama quentinho, pantufas
sapatos confortáveis
cd's
dvd's
Esta lista foi escrita há uns dias, apanhei-a agora no fundo da mala, acho que ainda vou a tempo de me lembrar ao que vou. Acho que é réveillon à la maison. Com alguma escapadela a meio da noite para ir à praia e ver o mar olhar o céu. Acho, que assim de repente parece mais uma lista de férias ou de Carnaval que uma simples e sentida noite que anuncia mais um ano seguida de um relaxante fim de semana (férias férias férias férias).
E por acaso não tenho nada a jeito e a culpa foi de uma conversa nocturna animada e arruinadora dos meus planos. Mas há coisas a que não se consegue resistir.
E como nada de repete é aproveitar os momentos que nascem. Qualquer momento, extrair-lhe todo o tutano, sugar a vida que se escorre a cada dia que passa e por isso cada dia deveria ser mais intensa.
Gostaria de desejar para a humanidade em geral e a humanidade em geral nem sequer sabe nem é para saber, gostava de desejar, dizia, muita paz. As guerras que nos fazemos, pessoais e que atravessam o mundo, o terrorismo, as catástrofes naturais que nos dão a dimensão de quão relativos somos no Cosmos e de quão inúteis podem ser os esforços.
Lições de vida, não gosto que nas imponham. Mas como não pensar m tudo que se está a passar, em Portugal, no mundo, na Terra? Como ficar indiferente? E no entanto precisamos de nos escudar, de não nos deixarmos envolver demasiado sob pena de nos quedarmos inertes, Olhando o sofrimento dos outros*, impotentes e tristes.
(Susana Sontag, que escreveu este* livro faleceu há dias).
E eu estou de parabéns porque através destes poucos meses de net comheci pessoas muito especiais, que não vou nomear, mas cada um delas se sentirá atingido por esta frase.
Pelo que não vou fazer agradecimentos a ninguém.