La marée haute
Casa Pia: “Eu sei que é hoje”, diz Bernardo Teixeira, vítima e testemunha

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E tem pena que nem todos os “culpados” estejam a ser julgados. “Falta muita gente, há gente demasiado importante e gente menos importante que, por erros da polícia e do Estado, foi ilibada”, lamenta.
Nunca pensou noutra hipótese que não fosse “entrar pela porta da frente”, porque “as pessoas precisam de ver que este processo tem vítimas de carne e osso”. Mas agora mostra receio, nervosismo, angústia. “Preciso urgentemente de um abraço desde que me levantei”, confessa. Entra no Campus da Justiça, passa por vários jornalistas, ninguém repara. Ouve-se-lhe o coração, olha para todo o lado, busca “uma cara conhecida”. Não encontra, dirige-se à porta, ninguém o vê.
“Também quero que a minha palavra se oiça, para contrapor à dos arguidos”, tinha dito minutos antes.
Já lá dentro, conta à Lusa por sms: “Ainda não começou, a sala ainda não está cheia. A juíza ainda não entrou.” Oito minutos depois: “A sala é pequena. Somos cinco vítimas. Os arguidos não param de olhar para nós. Os advogados deles olham para intimidar. Está muito abafado e o clima muito tenso.” Dezoito minutos depois: “3,2,1 – começa a leitura”.
Jornal I, 03.09.10
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Casa Pia - falta de provas?
E não me convence - é convicção pessoal, íntima e baseada em leituras e conversas várias e também na leitura de uma parte da Acusação - que algumas pessoas não tenham sido acusadas e outras, tendo sido acusadas, não tenham sido pronunciadas.
Serão os actuais arguidos e condenados testas-de-ferro de nomes mais sonantes?
Ou isto é tudo uma cabala como os arguidos condenados querem fazer crer? (bah...) Já repararam o tempo de antena que estes arguidos condenados têm? É isso que vende, eu sei.
Mas há vítimas, senhores, há vítimas! Há jovens e adultos que na altura eram indefesos e vulneráveis (e que se calhar hoje o continuam a ser, há marcas que o tempo não sara) que sofreram a humilhação máxima: a violação - que não é só física mas também psicológica, se calhar principalmente psicológica. Que violência de vida...Etiquetas: Justiça ou nem por isso, Justiça ou nem tanto
Casa Pia - Catalina Pestana
E admiro o desassombramento, a coragem, a sensatez e a força de Catalina Pestana. Que mulher admirável.
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Casa Pia
Tenho muita pena dos
inocentes...
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jUSTIÇA
Sinto-me - e a palavra é forte - enojada com a condenação do Estado Português no pagamento da indemnização a Paulo Pedroso, como me tinha sentido pouco
convencida da sua inocência aquando da sua não-pronúncia no processo Casa Pia, depois de ter lido a Acusação.
P.P. tem um bom advogado e explorou habilmente os meandros processuais e tem a seu favor um partido político que o recebeu com palmas! no Parlamento Português.
E que falta de pudor e de sentido de Estado do Primeiro Ministro ao se regozijar publicamente com a condenação do Estado Português no pagamento da indemnização a Paulo Pedroso. Pergunto que sabe ele e todos os que o ovacionaram sobre os factos
reais?
E eu, que sei eu?
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camiões
realmente...para que são precisos tantos camiões se nós temos uma rede ferroviária?
e além disso, poluem tanto o ambiente. não seria ideia inteligente apostar de novo na rede ferroviária como meio privilegiado de transporte de mercadorias?
esta paz entre os camionistas e o governo vai durar quanto, o tempo de umas férias de verão?
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Explosão social
Pondo por ora de parte considerandos de natureza legal sobre a greve dos camionistas e a forma como se está a sobrepôr ao Estado, esta situação fez-me lembrar
este artigo.
"Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa.
É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque o enquadramento da UE não o aceitaria; não haverá mais cardeais e generais para resolver este tipo de questões. Isso é um passado enterrado. Tem de ser o próprio sistema político e social a tomar as medidas correctivas para diminuir os crescentes focos de indignação e revolta.
Os sintomas são iguais aos que aconteceram no final da Monarquia e da I República, sendo bom que os responsáveis não olhem para o lado, já que, quando as grandes explosões sociais acontecem, ninguém sabe como acabam. E as más experiências de Portugal devem ser uma vacina para evitar erros semelhantes na actualidade.
É espantosa a reacção ofendida dos responsáveis políticos quando alguém denuncia a corrupção, sendo evidente que deve ser provada; e se olhassem para dentro dos partidos e começassem a fazer a separação entre o trigo e o joio? Seria um bom princípio!
Corrija-se o que está errado, as mordomias e as injustiças, e a tranquilidade voltará, porque o povo compreende os sacrifícios se forem distribuídos por todos."
*Garcia Leandro
Expresso de 02/02/2008
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